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Dilma defende estrutura do Brasil para receber Copa

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (23) que o Brasil está se empenhando para que a Copa do Mundo, marcada para junho e julho deste ano no Brasil, tenha toda a estrutura necessária. Após visitar o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, a presidenta mostrou-se otimista com a preparação do evento que, segundo ela, será a “Copa das Copas”.

“O governo brasileiro fará todo empenho – e não é só nos estádios, os estádios são obras relativamente simples – para [realizar] a Copa das Copas. Isso inclui estádios, aeroportos, portos. Inclui todas as obras necessárias para que o Brasil seja o país que bem recebe todos aqueles que o visitam”, disse Dilma, em conversa com jornalistas.

Dilma visitou Blatter, na Fifa, nesta quinta-feira (Roberto Stuckert Filho/PR)

Em declarações feitas após o encontro com Blatter, a presidenta ressaltou que o legado do Mundial irá além dos benefícios para o povo brasileiro: “de mobilidade urbana, de metrôs, de melhoria das condições de vida da sociedade brasileira. [A Copa] deixa um legado em termos de valores para mundo”.

Dilma visitou Blatter em Zurique, na Suíça, onde participará amanha (24) do Fórum Econômico Mundial. Ao comentar os temas da Copa de 2014, a presidenta se disse “feliz” pelo fato de o evento esportivo tratar do racismo, da paz e da questão de gênero.

Segundo ela, o futebol pode ser uma ação afirmativa para a luta contra o preconceito e o racismo. “O Brasil é um país que teve no futebol momentos importantes pelos quais parte do seu povo, sistematicamente alijado de suas riquezas, se afirmou. Em que jogadores negros se transformaram em heróis nacionais”, lembrou Dilma, citando Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, que morreu no ano passado. Para Dilma, o líder sul-africano viu no esporte uma forma de união do povo.

Ao valorizar as sugestões do papa Francisco e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon sobre a paz, Dilma ressaltou a importância de se transformar a Copa em movimento que seja afirmação da temática entre os homens.

Quanto à questão de gênero, a presidenta parabenizou a Fifa por apoiar o futebol feminino e disse que a participação das mulheres em todas as dimensões da vida, seja política, cultural ou esportiva. “O Brasil é o país do futebol, nós temos tido grande força no futebol feminino. Este futebol que está sendo profissionalizado com grandes atletas como a Marta”, afirmou.

Ontem (22), Dilma inaugurou, em Natal, a Arena das Dunas, sétimo dos 12 estádios a ficar pronto para o Mundial. Na ocasião, deu voto de confiança de que a Arena da Baixada, em Curitiba, ficará pronta no prazo previsto. De acordo com a presidenta, o Beira-Rio, em Porto Alegre, será o próximo estádio inaugurado.

Paulo Victor Chagas - Agência Brasil 23/01/2014

Edição: Nádia Franco

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Presidente ucraniano diz que protestos em massa ameaçam país

Agência Lusa, 20/01/2014

Kiev – O presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, avisou hoje (20) que as manifestações em Kiev e os confrontos com as forças policiais são uma ameaça “para toda a Ucrânia”, antes de apelar ao diálogo entre governo e oposição.

“Compreendo a vossa participação nos protestos em massa […] mas quando as ações pacíficas degeneram em distúrbios em massa e são acompanhadas de violências e incêndios criminosos, isso ameaça não apenas os cidadãos de Kiev mas de toda a Ucrânia”, declarou, de acordo com um texto publicado na página da presidência na internet.

O procurador-geral ucraniano considerou que os tumultos constituem “um crime contra o Estado” e apelou aos manifestantes para terminarem os confrontos com as forças de segurança. A polícia de Kiev indicou que durante os incidentes foram detidas 31 pessoas.

Em Bruxelas, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) pediram ao governo ucraniano para anular a legislação que condiciona o direito de manifestação e consideraram que a violência dos últimos dias em Kiev foi motivada por um “pacote repressivo” de medidas.

Viktor Ianukovitch, presidente da Ucrânia (Igor Kruglenko/Wikimedia Commons)

“As leis aprovadas na semana passada pelo Parlamento restringem significativamente […] os direitos fundamentais de associação dos cidadãos ucranianos, das mídias e da imprensa”, diz a declaração, publicada após a reunião mensal dos chefes da diplomacia.

O governo de Kiev deve “assegurar a revogação dessas decisões e assegurar que a sua legislação está em conformidade com os compromissos europeus e internacionais da Ucrânia”, acrescenta o texto.

A responsável pela diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse em conferência de imprensa que a Ucrânia foi acrescentada à agenda de debates “por estarmos todos preocupados com a [nova] legislação” e considerou “absolutamente vital” o diálogo entre as duas partes.

Ao ser questionada sobre a eventual aplicação de sanções dos Estados Unidos a Kiev, e a posição europeia, Ashton admitiu que Washington está discutindo medidas “para apoiar o povo da Ucrânia”, e assegurou que Bruxelas vai continuar a “pressionar o governo”.

Os ministros assinalaram que a oferta para a assinatura de um “acordo de associação” com a UE em novembro, recusado pelo presidente ucraniano Ianukovitch após pressões da Rússia e o que motivou os atuais protestos, se mantém “em aberto”.

Hoje, manifestantes da oposição radical envolveram-se em novos confrontos com a polícia, e após os violentos incidentes de ontem (19), que deixaram mais de 200 feridos, incluindo dezenas de policiais.

Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

 

 

Venezuela quer retomar diálogo com os Estados Unidos

Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que seu governo está disponível para retomar o diálogo com os Estados Unidos em uma base de “respeito mútuo” e caminhar para uma relação positiva.

“Sobre o fundamento básico do respeito, é possível retomar os temas abordados” pelos responsáveis pelas pastas das Relações Exteriores, disse Maduro, lembrando o encontro, em junho passado, entre o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e Elías Jaua, o chanceler venezuelano.

Apesar da disponibilidade, Maduro condiciona a retomada do diálogo ao fim de incidentes como a proibição do governo Barack Obama à passagem do avião presidencial venezuelano no espaço aéreo dos Estados Unidos, como ocorreu em setembro quando ele se deslocou à China. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Elza Fiúza/ABr)

Para Nicolás Maduro, os Estados Unidos terão de entender que a Venezuela é um “país verdadeiramente independente”. Ele considerou algumas posições norte-americanas como “infantis”.

A Venezuela e os Estados Unidos mantêm as suas embaixadas com encarregados de negócios depois de terem ficado sem embaixadores, no fim de 2010.

Nos últimos meses, a Venezuela cancelou, em duas ocasiões, iniciativas para manter o diálogo com os Estados Unidos, em reação a comentários de funcionários norte-americanos que considerou ingerência.

Os dois países voltaram a ter problemas de relacionamento em setembro, quando Nicolás Maduro expulsou três funcionários da embaixada norte-americana em Caracas por suspeita de intervenção em assuntos internos.

*Com informações da Agência Lusa

Edição: Graça Adjuto - Agência Brasil

 

 


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