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Três mulheres nepalesas são resgatadas com vida oito dias após terremoto

Agência Lusa Fonte: Agência Brasil

Syambhunaath Stupa, local histórico no Nepal conhecido como templo dos macacos, após o forte terremoto que atingiu KatmanduTrês mulheres foram resgatadas com vida depois de terem permanecido oito dias debaixo dos escombros de suas casas em Sindhupalchok, o distrito mais afetado pelo terremoto que abalou o Nepal e que provocou pelo menos 7.365 mortos.

As mulheres foram resgatadas no domingo (3) por uma equipe da polícia nepalesa, divulgou hoje (4) o diário local The Rising Nepal.
Syambhunaath Stupa, local histórico no Nepal conhecido como templo dos macacos, após o forte terremoto que atingiu Katmandu

Três mulheres foram resgatadas com vida depois de terem permanecido oito dias debaixo dos escombros em Syambhunaath Stupa, local histórico no Nepal Narendra (Shrestha/EPA/Agência Lusa)

De acordo com os serviços de resgate, as três mulheres, que se esconderam debaixo das camas, estavam em estado de choque e apresentavam sérias dificuldades para falar.

Elas foram transportadas para o hospital mais próximo.

Um dia antes do resgate das três mulheres, um homem de 101 anos foi retirado com vida dos escombros da sua casa no distrito de Nuwakot, ao Norte de Katmandu.

Estes resgates acontecem em um momento em que existem poucas esperanças de encontrar pessoas com vida debaixo dos escombros dos edifícios destruídos pelo forte abalo, de magnitude 7,8 na escala Richter, que atingiu o país no dia 25 de abril.

Na sexta-feira (1º), um porta-voz do Ministério do Interior nepalês, Laxmi Prasad Dhakal, afirmou, em declarações à agência espanhola EFE, que existiam “poucas hipóteses de encontrar alguém com vida” debaixo dos escombros, frisando, no entanto, que isso não ia impedir as equipes de resgate de prosseguirem com os trabalhos de busca.

Segundo as autoridades nepalesas, o abalo destruiu cerca de 200 mil casas e deixou danificadas outras 186 mil habitações. Para os trabalhos de reconstrução, o governo nepalês pediu uma ajuda internacional na ordem de US$ 2 milhões.

Segundo o balanço mais recente, o terremoto deixou mais de 14 mil feridos.

 

Estados Unidos e Cuba fazem reunião para tratar de direitos humanos

Washington Estados Unidos

Representantes dos Estados Unidos e de Cuba reúnem-se hoje (31) em Washington, no âmbito das negociações para restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países. Desta vez, o tema do encontro será direitos humanos, de acordo com informações do governo cubano. Será a quarta reunião entre representantes das chancelarias desde dezembro do ano passado, quando os presidentes Raúl Castro e Barack Obama anunciaram as negociações para restabelecer as relações, interrompidas por 50 anos.

Segundo o governo cubano, o diálogo bilateral sobre direitos humanos foi uma solicitação da ilha.

“Cuba deseja que esse diálogo decorra em ambiente construtivo, sobre bases de reciprocidade, sem constrangimentos nem tratamentos discriminatórios e dentro do respeito da vontade soberana, da independência e da não ingerência nos assuntos internos dos países”, acrescentou Luis Pedroso, representante do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, em uma reportagem divulgada nos meios de comunicação oficiais do país.

Até agora, os dois países já fizeram três rodadas de negociação. Em janeiro, em Havana, em fevereiro, em Washington, e a mais recente este mês, na capital cubana. Para os Estados Unidos, os direitos humanos e as liberdades em Cuba estão entre os temas mais delicados.

Em fevereiro deste ano, a chefe da delegação norte-americana, a secretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson, manifestou preocupação na rede social Twitter quanto ao "silenciamento violento" de dissidentes em Cuba.

Do mesmo modo, o governo cubano e a comunidade internacional pressionam os Estados Unidos para que haja uma solução definitiva sobre o fechamento da prisão norte-americana de Guantánamo, localizada em território cubano e que recebe constantes acusações de violação de direitos humanos.

"Preocupada com o silenciamento violento de vozes pacíficas para a mudança em Cuba", escreveu a representante norte-americana, um dia depois de a União Patriótica de Cuba (Unpacu) – organização de oposição – ter denunciado a detenção de mais de 200 opositores do regime cubano durante várias horas.

O embargo contra Cuba depende de um projeto de lei aprovado no Congresso norte-americano para ser alterado.

Apesar das dificuldades, os presidentes dos dois países têm sinalizado confiança no processo de restabelecimento, ainda que de maneira gradual.

Em entrevista, o presidente norte-americano disse estar disposto a reabrir a Embaixada dos Estados Unidos em Cuba antes da cúpula das Américas, marcada para abril no Panamá. Vai ser a primeira cúpula dos países americanos após a reaproximação dos dois países.

Na reunião anterior, realizada em 2012 em Cartagena, na Colômbia, os países participantes revindicaram que Obama revisse o bloqueio e que as relações fossem retomadas.

*Com informações da Prensa Latina, Agência Lusa e Casa Branca

Por Leandra Felipe - 31/03/15 06h00 Correspondente da Agência Brasil/EBC* Edição: Graça Adjuto Fonte: Agência Brasil


 

Congresso promulga Emenda do Orçamento Impositivo

Senado examina destaques ao texto da PEC do Orçamento Impositivo

Uma sessão solene do Congresso Nacional foi convocada para  (17), para a cerimônia de promulgação da Emenda Constitucional do Orçamento Impositivo. Com ela, o governo fica obrigado a executar as emendas parlamentares ao Orçamento até o limite de 1,2% da receita corrente líquida.

A aprovação da chamada PEC do Orçamento Impositivo foi considerada uma conquista dos parlamentares, que não precisarão mais negociar com o governo para ver suas emendas liberadas.

Atualmente, eles colocam as emendas na Lei Orçamentária, mas o governo decide quais e quando executar.

O texto também prevê que metade das emendas impositivas deve ser direcionada à saúde, ou seja, 0,6% da receita corrente líquida. Essa obrigatoriedade foi estabelecida pelo Senado e mantida pela Câmara. O valor não pode ser usado para pagamento de pessoal ou de encargos sociais, mas pode ser usado para outros gastos relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A emenda também estabelece que a União deve aumentar o investimento em saúde, passando de 13,2% em 2014 até atingir o percentual de 15% em 2018. Atualmente, os estados já são constitucionalmente obrigados a aplicar 15% de seus orçamentos e os municípios, 12%.

A emenda foi aprovada em fevereiro deste ano e não precisa ser analisada pelo Poder Executivo, ou seja, não precisa ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Após a promulgação, ela já valerá para o Orçamento deste ano, que deve ser aprovado esta semana pelo Congresso.

Mariana Jungmann - Edição:Graça Adjuto Fonte: Agência Brasil - 17/03/15


 


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