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Em discurso histórico, Obama pede

mudanças em Cuba e diz que

guerra fria acabou

Em pronunciamento no Teatro Grande Havana, transmitido ao vivo para toda população cubana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse hoje (22) que o momento vivido nas relações entre os governos norte-americano e cubano exige que sejam enterrados “os últimos remanescentes da Guerra Fria nas Américas".

"Estou aqui para estender a mão da amizade ao povo cubano", disse Obama.O pronunciamento de Obama faz parte da agenda do último dia de permanência do presidente norte-americano em Cuba. Obama foi muito aplaudido quando mencionou a questão do embargo comercial e financeiro que afeta Cuba há mais de 50 anos. Segundo ele, o embargo é um "fardo ultrapassado para o povo cubano."

"Havana fica a apenas 90 milhas [cerca de 145 quilômetros] da Flórida, mas para chegar até aqui tivemos de percorrer uma grande distância", informou Obama ao se referir à série de preparativos que precederam a visita presidencial a Cuba.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que há problemas que precisam ser resolvidos antes que ele possa convencer o Congresso norte-americano a levantar o embargo. "As diferenças entre nossos governos ao longo desses muitos anos são reais", acrescentou Obama em referência às questões dos direitos humanos e de eleições livres.

De acordo com Obama, os direitos humanos são universais e não políticos. "A América acredita na democracia. Acreditamos que as liberdades de expressão, de reunião e de religião não são apenas os valores americanos, mas valores universais", destacou.

O presidente norte-americano afirmou, porém, que os cubanos serão capazes de tomar suas próprias decisões em eleições livres e justas. Nessas eleições, segundo Obama, os cubanos poderão expressar seus pensamentos “sem medo”.

Edição: Armando Cardoso - Agencia Brasil

 


Amazônia peruana entra em

estado de alerta por

vazamentos de petróleo

O governo do Peru declarou nesse domingo (28/02) estado de emergência em 16 comunidades da Floresta Amazônica devido a vazamentos de petróleo na região de Loreto, no Nordeste do país.

A medida, anunciada no Diário Oficial peruano e que envolve ajuda humanitária às comunidades e assistência nas operações de limpeza, vai vigorar por 60 dias. A decisão é tomada mais de um mês depois de ter sido registrado um derramamento de petróleo no distrito de Imaza, com população de 23 mil residentes.

Um segundo vazamento foi registrado no dia 3 deste mês no distrito de Morona, que tem 9 mil habitantes. Nos dois distritos, os moradores são predominantemente indígenas.

Os vazamentos ocorreram em partes de um oleoduto construído nos anos 1970 e gerido pela companhia estatal Petro Peru, que distribui petróleo a partir da floresta, pelas montanhas dos Andes, até as refinarias, por meio de longa rota na costa norte peruana.

Segundo especialistas ambientais, os derramentos devem-se à deterioração da infraestrutura. A Petro Peru foi multada em US$ 3,6 milhões pela falta de manutenção do equipamento.

No início deste mês, o governo considerou situação de emergência na área de saúde na região, pelo fato de o petróleo ter poluído os rios que fornecem água potável aos distritos afetados.

Um grupo defensor dos direitos dos indígenas informou que desde 2010 ocorreram 11 vazamentos de petróleo na região amazônica do Peru.

Da Agência LUSA

 

François Hollande pede na COP 21 que negociadores pensem como "um único planeta"

O presidente francês, François Hollande, lançou um apelo na COP 21 para que os países "sobrepassem as diferenças regionais" e pensem "como um único planeta". Discursando no encerramento do dia, batizado de "dia da ação", no centro de convenções Le Bourget, na periferia de Paris, Hollande ainda advertiu que "os que se contentarem com um mínimo (de esforços), poderão sofrer um máximo de catástrofes".

O presidente francês, François Hollande, discursa no encerramento do "dia da ação" na COP 21 REUTERS/Stephane Mahe

Para o chefe de Estado, o fato de os negociadores dos 195 países terem entregue um rascunho de 48 páginas do que pode ser o acordo definitivo para enfrentar o aquecimento global não significa que a negociação ainda não terminou. "O pior cenário será se o impulso político dado pelos chefes de Estado não for suficiente para convencer os negociadores a assinar um acordo ambicioso", afirmou o presidente francês.

Apesar disso, a entrega do texto deu um fôlego para a última semana e simbolizou a entrada na reta final da COP 21. O texto produzido nesta semana foi entregue ao presidente da COP, o chanceler francês Laurent Fabius. Ao receber o documento, Fabius disse que começa a ficar realmente otimista.

Este clima de otimismo acompanha a conferência desde o início, desde que a maioria dos países entregou voluntariamente seus planos de combate ao aquecimento global. É verdade que esses planos não foram suficientes para atingir a meta da conferência do clima: limitar o aquecimento global a 2° Celsius com relação à era pré-industrial. Mas foram uma demonstração de boa vontade, que afastou o fantasma do fracasso da conferência de Copenhague, em 2009.

Ainda assim, vários pontos-chave continuam em suspenso, principalmente no que diz respeito ao papel que terão os países ricos e pobres no processo. O sul cobra do norte, industrializado há muito mais tempo, a responsabilidade pelo aquecimento global e exige uma ajuda no financiamento da transição ecológica. Além disso, ainda não existe um acordo sobre a diferença dos esforços que cada país deve fazer para evitar o aquecimento global.

Na semana que vem, as discussões acontecem no nível ministerial. Os ministros têm até o dia 11 para chegar a um acordo que possa garantir o desenvolvimento sustentável. Caso eles falhem, o planeta pode se tornar um lugar inóspito para as próximas gerações.

 


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Folder de apresentação do XVII Greenmeeting

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