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Obama diz que todos os envolvidos

no tiroteio em Dallas serão punidos

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

Na Polônia, Barack Obama lamenta o tiroteio em Dallas que deixou cinco policiais mortosO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (8) que o tiroteio em Dallas foi planejado e que todos os envolvidos serão punidos. Cinco policiais de Dallas foram mortos durante um protesto na cidade, após dois homens negros terem sido mortos pela polícia em Louisiana e Minnesota.

Obama condenou o “ataque cruel, desprezível e calculista” em Dallas. “Todos envolvidos nesses ataques insensatos serão plenamente responsabilizados, a justiça será feita”, declarou o presidente norte-americano, em entrevista coletiva, em Varsóvia, Polônia.

Na Polônia, Barack Obama condena tiroteio em Dallas, que deixou cinco policiais mortosJakub Kaminski/Agência LusaNa

Os números da tragédia foram atualizados na manhã desta sexta-feira pela polícia de Dallas: 11 policiais foram baleados em emboscada montada pelos atiradores. Desse total, cinco policiais morreram. Um dos suspeitos foi cercado na madrugada por várias horas pela polícia. O cerco terminou às 3h30, com a morte do suspeito, informou o prefeito de Dallas Mike Rawlings.

O assassinato dos policiais ocorreu no momento em que manifestantes faziam um protesto pacífico no centro de Dallas contra a ação violenta de policiais brancos norte-americanos que, durante esta semana, mataram dois homens negros. Uma das ações ocorreu na terça-feira (5), em Louisiana, com a morte de Alton Sterling. A outra ação policial ocorreu na quarta-feira (6), em Minnesota, que resultou na morte de Philando Castela.

A polícia acredita que o tiroteio em Dallas contra os policiais foi executado por quatro indivíduos que atuaram em conjunto. A polícia de Dallas promove uma extensa operação no centro da cidade, após o suspeito do tiroteio, no início do dia, ter dito que havia bombas plantadas na área.

"Deixe-me apenas dizer que, mesmo que eu tenha recomendado que devemos nos preocupar com a discriminação racial no nosso sistema de Justiça criminal, eu também digo que a nossa polícia tem um trabalho extremamente difícil", destacou Obama.

O presidente norte-amerciano aproveitou para reafirmar a necessidade de o Congresso dos Estados Unidos aprovar o controle de armas. "Sabemos que, quando as pessoas têm armas poderosas, infelizmente fazem ataques como esses, mortais e trágicos".

*Com informações da Sputnik Brasil 

Edição: Graça Adjuto


 

Os protestos acirram os ânimos

na corrida presidencial nos

Estados Unidos

Com a aproximação das últimas primárias para a indicação dos candidatos que vão concorrer às eleições presidenciais dos Estados Unidos, os ânimos entre os manifestantes que comparecem aos comícios partidários estão cada vez mais exaltados. Ontem (2), em San Jose, na California, houve protestos violentos contra Donald Trump, candidato que já conseguiu o número mínimo de delegados para ser indicado candidato na convenção do Partido Republicano, em julho próximo.

As manifestações começaram de forma pacífica do lado externo do Centro de Convenções da cidade, onde Trump fazia um discurso. Porém, quando o discurso terminou, houve choques, com socos e pontapés, entre manifestantes favoráveis e contrários a Trump. A calma só foi restabelecida na madrugada de hoje (3), depois que a polícia – com muito esforço – conseguiu dispersar a multidão.

Entre os que protestavam contra Trump, a maioria era formada por latinos, descontentes com os pronunciamentos do candidato republicano em favor da aprovação de leis mais duras contra os imigrantes e muçulmanos. Trump sugeriu, inclusive, que seja construído um muro na fronteira com o México para evitar a chegada de mais imigrantes aos Estados Unidos.

Os protestos contra Trump vêm ocorrendo em várias cidades norte-americanas, mas as manifestações cresceram nas últimas semanas em estados com grande número de imigrantes latinos, como o Novo México e a Califórnia.

Se o clima entre os manifestantes contrários a Trump é de insatisfação diante das políticas que podem ser implementadas nos Estados Unidos, caso o candidato republicano seja eleito em novembro deste ano, crescem os ataques também entre os candidatos.

Em comício em San Diego, na California, a candidata Hillary Clinton, que está à frente das pesquisas para ser indicada representante do Partido Democrata, criticou Donald Trump por seu “temperamento inapto” para ser presidente.

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil - Edição: Graça Adjuto

 

O Secretário Geral da ONU, Ban

ki-moon diz que o acordo sobre

mudanças climáticas vai ajudar a

erradicar a pobreza e a fome

Ao abrir nesta sexta-feira (22/04) a sessão de assinatura do Acordo de Paris, em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países-membros que acelerem a adoção das novas regras sobre mudanças climáticas a fim de evitar que o mundo entre em um processo perigoso de aquecimento.

O evento foi marcado para celebrar o Dia Internacional da Mãe Terra. Em sua mensagem, Ban Ki-moon disse que o Acordo de Paris, em conjunto com Agenda para o Desenvolvimento Sustentável para 2030, tem o poder de transformar o mundo.

O Acordo de Paris foi adotado por todos os 196 países que integram a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), durante a Conferência de Mudança Climática da ONU, em Paris, em 12 de dezembro de 2015. No acordo, todos os países concordaram em trabalhar não só para limitar o aumento da temperatura global abaixo 2 graus Celsius, como também assumiram o compromisso de tentar reduzir a meta para 1,5 graus Celsius.

De acordo com as estimativas da ONU, pelo menos 171 países vão assinar o acordo, o que significa um recorde de adesão sobre um tema. O recorde anterior foi estabelecido em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

"Nunca devemos nos esquecer que a ação climática não é um fardo; na verdade, ela oferece muitos benefícios ", disse o secretário-geral. Ele acrescentou que o acordo “pode ajudar [o mundo] a erradicar a pobreza, criar empregos verdes, derrotar a fome, evitar a instabilidade e melhorar a vida de meninas e mulheres".

Ao justificar por que considera importante que cada país aprove com rapidez, em nível doméstico, as novas regras, Ban Ki-moon observou que o mundo registra "recordes de temperaturas globais, de carbono na atmosfera. Estamos em uma corrida contra o tempo".

 


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Folder de apresentação do XVI Greenmeeting

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