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O Secretário Geral da ONU, Ban

ki-moon diz que o acordo sobre

mudanças climáticas vai ajudar a

erradicar a pobreza e a fome

Ao abrir nesta sexta-feira (22/04) a sessão de assinatura do Acordo de Paris, em Nova York, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu aos países-membros que acelerem a adoção das novas regras sobre mudanças climáticas a fim de evitar que o mundo entre em um processo perigoso de aquecimento.

O evento foi marcado para celebrar o Dia Internacional da Mãe Terra. Em sua mensagem, Ban Ki-moon disse que o Acordo de Paris, em conjunto com Agenda para o Desenvolvimento Sustentável para 2030, tem o poder de transformar o mundo.

O Acordo de Paris foi adotado por todos os 196 países que integram a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), durante a Conferência de Mudança Climática da ONU, em Paris, em 12 de dezembro de 2015. No acordo, todos os países concordaram em trabalhar não só para limitar o aumento da temperatura global abaixo 2 graus Celsius, como também assumiram o compromisso de tentar reduzir a meta para 1,5 graus Celsius.

De acordo com as estimativas da ONU, pelo menos 171 países vão assinar o acordo, o que significa um recorde de adesão sobre um tema. O recorde anterior foi estabelecido em 1982, quando 119 países assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

"Nunca devemos nos esquecer que a ação climática não é um fardo; na verdade, ela oferece muitos benefícios ", disse o secretário-geral. Ele acrescentou que o acordo “pode ajudar [o mundo] a erradicar a pobreza, criar empregos verdes, derrotar a fome, evitar a instabilidade e melhorar a vida de meninas e mulheres".

Ao justificar por que considera importante que cada país aprove com rapidez, em nível doméstico, as novas regras, Ban Ki-moon observou que o mundo registra "recordes de temperaturas globais, de carbono na atmosfera. Estamos em uma corrida contra o tempo".

 

Líderes mundiais se reúnem em

Washington para uma Cúpula de

segurança nuclear

Os líderes mundiais, reunidos em Washington para uma cúpula sobre segurança nuclear, concentram nesta sexta-feira 01/04 sua atenção no grupo Estado Islâmico (EI), após discutir na quinta-feira sobre a Coreia do Norte. Após os ataques em Bruxelas e Paris, a Casa Branca está preocupada com a incapacidade dos europeus em combater os riscos de atentados em suas principais cidades.

Entre os participantes é crescente o temor de que grupos radicais possam obter material nuclear para uma "bomba suja", capaz de espalhar partículas radioativas no meio ambiente. As preocupações sobre tais ataques aumentaram depois que foi revelado que dois dos envolvidos nos ataques de Bruxelas haviam obtido vídeos de vigilância mostrando todos os passos de um agente belga do setor nuclear.

Barack Obama durante cúpula nuclear em Washington com Jonh Kerry, David Cameron, François Hollande e Xi Jinping (Foto: Kevin Lamarque/Reuters).

Mas as discussões dos líderes mundiais não se limitam ao risco nuclear. Na quinta-feira, o presidente Barack Obama ressaltou a necessidade de aumentar a cooperação entre os Estados Unidos e a Europa para "identificar potenciais ataques e cortar o financiamento" aos grupos extremistas.

De um modo geral, os países que lutam contra o EI "fizeram progressos em acelerar os ataques aéreos e aumentar a pressão" contra os extremistas no Iraque e na Síria, considerou Ben Rhodes, conselheiro de segurança da Casa Branca. Mas acreditamos que é extremamente importante que trabalhemos para frustrar projetos de ataques" fora do Iraque e da Síria, "dado os esforços do Estado Islâmico para alcançar a Europa e outras partes do mundo", afirmou.

Para Rhodes é vital "garantir que isso aconteça o mais rápido possível" e "melhorar a vigilância dos combatentes que deixam o Iraque e a Síria ir não só para a Europa, mas para outros países". Líderes de trinta países se reúnem desde quinta-feira na capital dos Estados Unidos para a cúpula, com a presença dos presidentes latino-americanos do México, Argentina e Chile, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil.A troca de informações de inteligência estará no centro das discussões, disse.

 

Em discurso histórico, Obama pede

mudanças em Cuba e diz que

guerra fria acabou

Em pronunciamento no Teatro Grande Havana, transmitido ao vivo para toda população cubana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama disse hoje (22) que o momento vivido nas relações entre os governos norte-americano e cubano exige que sejam enterrados “os últimos remanescentes da Guerra Fria nas Américas".

"Estou aqui para estender a mão da amizade ao povo cubano", disse Obama.O pronunciamento de Obama faz parte da agenda do último dia de permanência do presidente norte-americano em Cuba. Obama foi muito aplaudido quando mencionou a questão do embargo comercial e financeiro que afeta Cuba há mais de 50 anos. Segundo ele, o embargo é um "fardo ultrapassado para o povo cubano."

"Havana fica a apenas 90 milhas [cerca de 145 quilômetros] da Flórida, mas para chegar até aqui tivemos de percorrer uma grande distância", informou Obama ao se referir à série de preparativos que precederam a visita presidencial a Cuba.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que há problemas que precisam ser resolvidos antes que ele possa convencer o Congresso norte-americano a levantar o embargo. "As diferenças entre nossos governos ao longo desses muitos anos são reais", acrescentou Obama em referência às questões dos direitos humanos e de eleições livres.

De acordo com Obama, os direitos humanos são universais e não políticos. "A América acredita na democracia. Acreditamos que as liberdades de expressão, de reunião e de religião não são apenas os valores americanos, mas valores universais", destacou.

O presidente norte-americano afirmou, porém, que os cubanos serão capazes de tomar suas próprias decisões em eleições livres e justas. Nessas eleições, segundo Obama, os cubanos poderão expressar seus pensamentos “sem medo”.

Edição: Armando Cardoso - Agencia Brasil

 


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Folder de apresentação do XVI Greenmeeting

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