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Reunião entre Trump e Kim é

"oportunidade para a paz"

Por Agência EFE Bangcoc

O ministro de Defesa da Coreia do Sul, Song Young-moo, disse hoje (2/06) que a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, é uma "oportunidade preciosa para a paz mundial". 

"Se a cúpula for um sucesso teremos uma oportunidade preciosa para a paz e para a prosperidade da Ásia e do mundo", afirmou o ministro no Fórum Shangrila, o mais importante sobre segurança no continente, realizado em Cingapura.

"Espero que os presidentes Trump e Kim cheguem a um acordo para a completa desnuclearização e para a paz na península coreana", indicou Young-moo.

A abertura do fórum coincidiu com o anúncio de Trump de que a reunião com Kim vai ocorrer no dia 12 de junho próximo, como inicialmente previsto, também em Cingapura. Participa do evento o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, que focou seu discurso na China.

Mattis afirmou que Pequim pode sofrer consequências se ignorar a comunidade internacional no Mar do Sul da China.

"Haverá consequências se os chineses não colaborarem com seus vizinhos", disse Mattis sobre a região disputada por China, Vietnã, Filipinas, Malásia e
Brunei.

Apesar dos alertas, o secretário de Defesa americano disse que os EUA mantêm o objetivo de estabelecer uma "relação construtiva" com a China se o país respeitar os interesses dos vizinhos na região.

Além dos EUA, participam do evento a China, as duas Coreias e os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Japão, Austrália, Canadá, Reino Unido e França também enviaram representantes para o fórum. 

 

A Ministra Angela Merkel tem o seu quarto

mandato como chanceler da Alemanha

Angela Merkel foi eleita, neste 14 de março, chanceler da Alemanha pela quarta vez, com votos da maioria dos Bundestag, após reeditar o acordo de grande coalizão entre conservadores e social-democratas.

A Europa espera insistentemente o apoio do Governo da Alemanha para iniciar as várias reformas com que Paris e Berlim pretendem refundar a UE. Merkel se diz convicta de que este é o momento, agora que a França tem um presidente que se destaca por seu brio pro-europeísta, e antes das primeiras eleições europeias pós-Brexit.

Merkel recebeu o apoio incondicional de 364 deputados dos 692 presentes no plenário, enquanto 315 votaram contra, nove se abstiveram e quatro anularam o voto. "Aceito a eleição", disse Merkel, perante o presidente da Câmara, Wolfgang Schauble, que lhe desejou "força e sucesso" para enfrentar as "grandes tarefas" da legislatura.

Após o resultado da apuração, a chanceler recebeu cumprimentos dos parlamentares e dos convidados, entre eles ministros da antiga legislatura, futuros membros do gabinete, seu marido, Joachim Sauer, e sua mãe, Herlind Kasner.

A líder do CDU vai agora para a sede da presidência do país, o Palácio de Bellevue, para ser oficialmente nomeada chanceler pelo chefe do Estado, Frank-Walter Steinmeier, e depois voltará ao Parlamento para jurar o cargo.

Angela Merkel conseguiu acabar com os quase seis meses de bloqueio político que se seguiram às eleições do dia 24 de setembro do ano passado, que deixaram um panorama fragmentado e poucas opções para formar um governo estável pela queda dos dois grandes partidos - conservadores e social-democratas - e o surgimento da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD).

Merkel buscou mais uma vez o apoio dos social-democratas para sua quarta legislatura, com quem fez ampla aliança para o seu primeiro mandato (2005-2009) e o terceiro (2013-2017), após a assinatura formal, na última segunda-feira 12 de março, do novo pacto de governo, resultado de uma negociação complexa.

Angela Merkel assumiu a chancelaria da República Federal da Alemanha em novembro de 2005 e é lembrada como uma das mulheres mais poderosas do mundo. Estudou Física na Universidade de Leipzig e trabalhou no Instituto Central de Físico-química na Alemanha Oriental, onde viveu até a queda do Muro de Berlim, em 1989, quando houve a unificação das Alemanhas e a formação da República Federal da Alemanha. A chanceler alemã concluiu seu doutorado em 1986 e entrou para a política em 1989, quando se filiou ao partido Despertar Democrático. Em 1990, ingressou na União Democrática Cristã, partido do então chanceler Helmut Kohl que esteve à frente do país entre 1982 e 1998.

 


A Presidente do Chile Michelle Bachelet 

presidirá a comissão da Organização

Pan-Americana da Saúde

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), confirmou hoje (7) que a presidente do Chile, Michelle Bachelet, será a nova chefe da sua comissão para promoção de acesso à cobertura universal de saúde nas Américas. A informação é da ONU News.

Além de Bachelet, também participarão do grupo a brasileira Laís Abramo, diretora da Comissão das Nações Unidas para América Latina e Caribe (Cepal) e outros representantes da sociedade civil e ex-autoridades da América Latina e do Caribe.

Em comunicado, a Opas disse que o trabalho do grupo será promover soluções que ampliem o acesso à saúde da população das Américas até 2030, sem que ninguém seja esquecido. O convite à Bachelet, que deixará a Presidência do Chile em 11 de março, foi feito pela diretora da Opas, Carissa Etienne.

Segundo ela, a presidente, que é médica de formação, tem liderança e compromisso, elementos-chave para empoderar as pessoas e as comunidades na busca da igualdade e da realização do direito à saúde.

De acordo com a Opas, quatro décadas depois da Declaração Alma-Ata (formulada na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada no Cazaquistão em setembro de 1978), que defendia a implantação de um sistema de saúde para todos no ano 2000, cerca de 30% da população das Américas ainda não tem acesso a cuidados médicos por motivos econômicos. E cerca de 21% dos habitantes da região não conseguem chegar a hospitais e postos de saúde por causa de barreiras geográficas.

Mais recentemente, em 2015, os países-membros da ONU assumiram o compromisso de alcançar o acesso universal à saúde até 2030, ao aprovar a Agenda de Desenvolvimento Sustentável. A comissão da Opas a ser presidida por Bachelet irá debater como os programas nacionais nas Américas estão implementando as mudanças necessárias.

Edição: Augusto Queiroz

 


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