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"Derrotaremos qualquer tipo de ataque", diz

vice dos EUA sobre Coreia do Norte

17/04/2017 08h21 - Brasília - Da Agência EFE

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou nesta segunda-feira (17) em Seul que a Coreia do Norte "faria bem não testando a determinação" de Donald Trump e lembrou que Washington ordenou ataques recentemente na Síria e no Afeganistão. As informações são da Agência EFE.

"Derrotaremos qualquer tipo de ataque e enfrentaremos qualquer provocação nuclear ou de mísseis com uma resposta surpreendente", disse Pence após se reunir hoje em Seul com o presidente em exercício sul-coreano, Hwang Kyo-anh, no segundo dia de sua visita ao país asiático.

A viagem do número dois do Governo dos EUA à Coreia do Sul acontece em um momento de tensão com a Coreia do Norte, após um novo teste de lançamento de um míssil realizado na véspera pelo regime de Kim Jong-un.

Pence destacou que a "era da paciência estratégica" de Washington com Pyongyang acabou com a chegada de Trump à Casa Branca e lembrou que no último ano o regime norte-coreano realizou dois testes nucleares ilegais e vários lançamentos de mísseis.

"Queremos chegar [a uma solução para a atual crise] por meios pacíficos. Ainda assim, todas as opções estão sobre a mesa", advertiu o vice-presidente americano em referência à via militar.

"Todas as futuras decisões sobre as políticas em relação ao Norte serão tomadas com uma estreita cooperação e com base em nossa aliança", disse na mesma linha o presidente interino sul-coreano.

Horas antes de Pence aterrissar em solo sul-coreano, a Coreia do Norte tentou lançar, sem sucesso, um míssil balístico que explodiu após ser disparado.

 

EUA atacam base aérea na Síria em resposta

ao uso de armas químicas, diz Trump

07/04/2017 00h01 - WashingtonVersão para impressão

Paola De Orte - Correspondente da Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem (6) que ordenou um ataque militar a uma base aérea na Síria. Trump afirmou que a ofensiva é uma resposta ao uso de armas químicas pelo governo do presidente Bashar Al Assad nessa terça-feira (4). Segundo o presidente, com o ataque químico, Assad “sufocou a vida de muitos homens, mulheres e crianças indefesas”. “Foi uma morte lenta e brutal para muitos”. Trump disse que o ataque foi feito contra a mesma base aérea de onde o governo de Bashar Al Assad lançou o ataque químico.

Trump disse que é do interesse da segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e deter a proliferação do uso de armas químicas mortais. “Não pode haver nenhuma dúvida de que a Síria utilizou armas químicas banidas, violou suas obrigações perante a Convenção sobre as Armas Químicas e ignorou os pedidos do Conselho de Segurança”, disse Trump.

O presidente também disse que "chama todas as nações civilizadas para se juntar aos Estados Unidos para colocar um fim ao massacre e ao derramamento de sangue na Síria e para colocar um fim ao terrorismo de todos os tipos”.

Relatos da mídia norte-americana dizem que foram mais de 50 mísseis Tomahawk lançados contra a Síria e que os Estados Unidos teriam informado a Rússia sobre a iminência do ataque. Ontem (5), o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu para debater o ataque químico, porém, mais uma vez, a votação de uma resolução foi barrada por oposição da Rússia – o país já barrou, ao lado da China, sete tentativas de aprovar uma resolução condenando o regime de Bashar Al Assad.

Na reunião dessa quarta-feira, a representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, havia dito que, quando a ONU “falha consistentemente em seu dever de agir coletivamente, há momentos na vida dos Estados que nós somos levados a agir por conta própria”, o que já sinalizava para uma possível ação militar dos Estados Unidos.
 

Rússia pede na ONU investigação completa

sobre o ataque químico na Síria

05/04/2017 17h54 – Washington - Da Agência EFE

O representante da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vladimir Safronkov, pediu hoje (5) na reunião do órgão que qualquer decisão sobre o possível uso de armas químicas na Síria seja adotada apenas após uma completa investigação dos fatos mais recentes e apontou para a suposta responsabilidade de um grupo armado no caso. As informações são da agência espanhola Efe.

Safronkov justificou no Conselho sua oposição a um projeto de resolução que buscava condenar o ataque realizado na segunda-feira (3) na cidade síria de Khan Sheikhoun, no norte do país, quando cerca de 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. O diplomata fusso disse que "não seria sério" o Conselho de Segurança aprovar uma resolução sobre estes fatos sem ter feito uma investigação "objetiva" sobre o caso, que só tem "falsos reportes". AP/Photo/Frank Franklin/ Agencia Sputnik

O projeto de resolução, que acabou não sendo levado à sessão do Conselho de Segurança, era defendido pelos Estados Unidos, França e Reino Unido e exigia averiguação a fundo do caso. Não estabelecia, no entanto, quem era responsável pela ação, embora os governos dos três países acusassem o regime de Bashar al Assad.

Safronkov mostrou oposição a algumas partes do texto do projeto de resolução, que, segundo ele, deveria condenar "o uso de armas químicas de qualquer tipo". Em sua exposição, ele reiterou relatórios fornecidos por Moscou que dão conta de que a aviação síria realizou um ataque das 11h30 às 12h30 (horário da Síria) da  segunda-feira na parte leste de Khan Sheikhoun.

Segundo a Rússia, esse ataque teve como alvo um estoque de munição e equipamentos de guerra em um território supostamente controlado pelo grupo terrorista Frente Al-Nusra, filial da Al Qaeda.

De acordo com Safronkov, nesse local havia uma instalação para fabricar munição "que usa armas tóxicas" e que aparentemente seria usada no Iraque e na cidade síria de Aleppo.

 


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