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| Fúria
da Natureza para a Europa |
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A paralisação
dos voos na Europa por causa da erupção
de um vulcão na Islândia se agravou. E a
Organização Mundial da Saúde advertiu
também sobre o perigo para quem está em
terra. O perigo que sai das profundezas da terra na Islândia
ameaça o céu de toda a Europa. A nuvem de
fumaça vulcânica andou mais de três
mil quilômetros em apenas dois dias.
Parou o tráfego aéreo de
quase todo o velho continente e provocou o cancelamento
de pelo menos 20 mil voos ao redor do planeta. O maior
caos aéreo da história da aviação,
pior até do que a paralisação provocada
pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. |
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A erupção lançou as cinzas a uma
altura que varia de cinco mil a 11 mil metros. É
onde voam os aviões. As nuvens de fumaça
vulcânica são formadas de pequenas partículas
de silício, principal componente do vidro. O material
derrete ao passar pelas turbinas e pode causar uma pane.
Foi o que aconteceu com o piloto Eric Moody em 1982. O
jumbo com 247 passageiros atravessou as nuvens de cinzas
expelidas por um vulcão na Indonésia. Os
quatro motores pararam, e o comandante conseguiu planar
durante 15 minutos. Perto do chão, abaixo da fumaça,
três motores voltaram a funcionar e permitiram o
pouso de emergência. Para evitar esse risco, as
autoridades decidiram manter quase cinco milhões
de passageiros no chão.
As leis europeias garantem a devolução do
valor das passagens, mas a maioria prefere esperar. Nos
aeroportos de Paris e da Alemanha, foram montadas camas
de campanha. Onde não houve o tratamento vip, o
jeito foi improvisar. Em Copenhagen, o saguão ficou
vazio. E Heathrow, em Londres, onde normalmente circulam
180 mil passageiros por dia, virou um aeroporto fantasma.
Estar com os pés no chão não significa
escapar dos riscos. As autoridades afirmam que a fumaça
certamente vai descer.
A Organização Mundial da Saúde advertiu
que as partículas de cinzas podem afetar principalmente
as pessoas que sofrem de problemas respiratórios
crônicos e recomendou que neste fim de semana os
europeus tentem ficar o máximo possível
dentro de casa.
Segundo a Infraero, foram cancelados oito voos que deveriam
pousar em São Paulo e 11 que partiriam do Aeroporto
de Guarulhos com destino a países europeus. No
Rio de Janeiro, houve duas partidas canceladas.
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Chuva no Rio de Janeiro foi a
mais forte em décadas e parou a cidade |

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O temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro deixou
mais de 220 mortos, a maioria soterrados por deslizamentos
de terra. O balanço parcial foi divulgado hoje
(6) pelo Centro de Operações do Corpo
de Bombeiros, que corrigiu para 101 o número
de feridos. Há informações sobre
desaparecidos, mas os números são imprecisos.
Do total de vítimas, o município de Niterói
foi um dos mais afetados e contabiliza 48 mortos. Na
cidade do Rio são 35. Já as cidades de
São Gonçalo, Nilópolis e Paracambi,
na Baixada Fluminense, têm 11 mortos. Em Petrópolis
uma pessoa morreu.
Foto: Leonardo Leão Borges
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O temporal foi o maior desde 1966, segundo o prefeito
do Rio, Eduardo Paes. Naquele ano, o índice pluviométrico
foi de 245 milímetros, enquanto que nas últimas
chuvas o nível chegou a 288 milímetros.
A chuva provocou pontos de alagamentos, deslizamentos
de terras, quedas de árvores, deixando ruas submersas.
A Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, um dos principais
cartões-postais da cidade, transbordou.
Os aeroportos da cidade do Rio fecharam ontem à
noite e só voltaram a operar nesta manhã.
Passageiros foram alojados em hotéis. Nas estradas,
a situação também foi complicada.
As principais estradas de acesso ao Rio, como a Via Dutra,
Linha Vermelha e Avenida Brasil registraram pontos de
alagamento e retenções, sendo que a Ponte
Rio-Niterói ficou fechada por mais de uma hora
pela manhã.
Bairros ficaram sem luz. A Light chegou a recomendar que
as pessoas não usassem os elevadores. A concessionária
trabalha com 60% do efetivo para normalizar o fornecimento.
Há ainda trechos de ruas de vários bairros
sem energia.
O sistema de transporte público sofreu várias
interrupções e muitas pessoas permaneceram
até a madrugada de hoje nas ruas esperando para
voltar para casa. Ao longo do dia, as barcas que unem
o Rio a Niterói voltaram a operar normalmente,
assim como os trens metropolitanos, que tiveram ramais
suspenso. O metrô funciona com intervalo irregulares
e os ônibus urbanos estão com a frota reduzida.
Por causa dos transtornos e dos inúmeros chamados
de emergência, as autoridades recomendaram que as
pessoas não saíssem de casa. O centro do
Rio ficou vazio. Agências bancárias e lojas
não abriram e serviços públicos funcionaram
parcialmente. A Polícia Militar reforçou
o policiamento em "pontos-chaves" para evitar
assaltos a motoristas parados no trânsito.
Em um dos bairros mais afetados, o Maracanã,
a Confederação Brasileira de Vôlei
adiou o jogo da Superliga feminina, que seria realizado
hoje no ginásio do Maracanazinho. No estádio
do Maracanã, que amanhã (7) recebe jogo
da Taça Libertadores, a equipe limpa túneis
de acesso ao campo, que ficaram alagados.
Fonte: Agência Brasil
Al Gore: Aquecimento
Global, uma guestão de vida ou morte no planeta.
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O otimismo de Al Gore parece incorrigível.
Desde que perdeu a eleição presidencial de
2000 para George W. Bush, o democrata se dedica em tempo
integral a pregar obstinadamente sobre os riscos da mudança
do clima. Seu evangelho verde se espalha em dois livros,
"Uma Verdade Inconveniente" e "Nossa Escolha"
(editora Manole). O primeiro originou documentário
que levou o Oscar, em 2007, mesmo ano em que ganhou o Nobel
da Paz. O Nobel, porém, foi dividido com o IPCC,
ora sob investigação. Apesar do golpe na credibilidade
da ciência do clima e do fracasso de Copenhague, Gore
não se faz de rogado: "Podemos solucionar completamente
a crise do clima, com folga". |
O subtítulo do novo livro de Gore é "Um
Plano para Solucionar a Crise Climática". O primeiro
se concentrava em expor as previsões de pesquisadores
sobre o futuro da atmosfera da Terra, algumas bem mais catastróficas
que as do Painel Intergovernamental sobre Mudança do
Clima (IPCC). Agora o apóstolo se volta para as sugestões
compiladas em 30 "cúpulas de soluções"
que organizou nos últimos três anos pelo mundo
afora. Sua fé renovada se ancora na tecnologia. Máquinas
como o satélite Triana/DSCOVR, congelado por Bush anos
a fio, revelarão aos olhos de todos a verdade sobre a
saúde combalida da Terra. Redes inteligentes para transmissão
de eletricidade permitirão administrar a sazonalidade
e a intermitência das fontes renováveis de energia
mais promissoras - eólica, de biomassa e solar. Por vida
das dúvidas, Gore continua acreditando no poder do cinema
para converter os céticos. Adorou "Avatar",
de James Cameron, "uma poderosa metáfora" sobre
a força irresistível da natureza. Nos dias 26
e 27 ele estará com Cameron em Manaus, para palestras
no Fórum Internacional de Sustentabilidade.
Eis a entrevista.
Seu recente livro "Nossa Escolha" transmite uma mensagem
tão sóbria quanto otimista: uma catástrofe
inimaginável nos espreita se não agirmos, mas
ainda há tempo e ferramentas bastantes para solucionar
três ou quatro crises do clima. Não é otimismo
demais?
Acho que não. Nos últimos três anos organizei
mais de 30 "cúpulas de soluções"
com os maiores engenheiros, cientistas e empresários
do mundo e fiquei agradavelmente surpreso ao descobrir como
está avançado o desenvolvimento dessas soluções.
O Brasil, por exemplo, tem liderado o mundo ao inovar um meio
muito eficaz de empregar biomassa [cana-de-açúcar]
para substituir combustíveis líquidos baseados
em petróleo. De modo similar, outros países fizeram
progressos em energia solar, eólica e geotérmica.
Portanto, não acho que seja otimista demais, de jeito
nenhum. Mas o ingrediente essencial continua a ser vontade política.
Mesmo com a sensacional liderança do Brasil em Copenhague,
o mundo como um todo ainda não forneceu vontade política
suficiente para implementar as soluções em grande
escala. Mas estou otimista que o farão.
Eu me referia à sua afirmação de que "três
ou quatro" crises climáticas podem ser solucionadas
com as ferramentas à mão.
Se nos lançarmos numa guinada para formas de energia
renováveis e de baixo carbono em transportes, imóveis
residenciais e comerciais e agricultura e silvicultura sustentáveis,
podemos solucionar totalmente a crise do clima, com folga.
Há um componente tecnológico forte em seu otimismo:
computadores e satélites nos ajudarão a enxergar
a luz [da verdade] sobre o planeta e seu clima. Mas o exemplo
do satélite DSCOVR/Triana, do livro, também pode
ser visto como um alerta sobre o poder dos governos de impedir
que isso aconteça. Tecnologia e ciência sairão
sempre vitoriosos?
(Ri) Depende de nós, em nossos respectivos países,
garantir que as políticas públicas se baseiem
na melhor ciência e na melhor informação
disponíveis. No caso do Triana: o satélite acaba
de ser incluído no orçamento do presidente Obama
para este ano.
Foi mero atraso, então?
Um longo e custoso atraso. Os negacionistas do clima têm
combatido em todas as frentes para impedir o progresso. Há
alguns que acreditam genuinamente que não se trata de
uma crise, mas o grosso da oposição vem dos maiores
poluidores de carbono, que não querem ser obrigados a
assumir a responsabilidade por deitar fora enormes quantidades
de poluição na atmosfera terrestre, como se ela
fosse um imenso esgoto a céu aberto. Assim como as companhias
de tabaco lutaram contra as limitações à
comercialização de cigarros atacando os cientistas
que fizeram a ligação entre cigarros e doenças
do pulmão, os grandes poluidores de carbono estão
atacando os cientistas que conduziram os estudos mostrando conclusivamente
que a poluição do aquecimento global produzida
pelo homem está causando a crise do clima.
A espécie humana jamais fez uma escolha coletiva sobre
seu futuro. O sr. é o primeiro a dizer, no livro, que
essa perspectiva parece absurda. O que o deixa tão seguro
de que estamos à altura da tarefa?
Nós temos de fazê-lo, para expressar o amor que
temos pelos nossos netos. Para evitar sermos lembrados pelas
gerações futuras como uma geração
criminosa, que ignorou de forma egoísta e cega os claros
sinais de que o seu destino estava em nossas mãos. Porque
o modo como fomos criados nos dá um respeito destemido
pela verdade e pela justiça. Não importa quanto
tempo ela seja obscurecida por aqueles que encaram a verdade
como inconveniente, cedo ou tarde os anjos de nossa melhor natureza
vencerão.
Mais de 800 mortos pelo terremoto e
tsunamis no Chile
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O número de mortos pelo terremoto
no Chile de magnitude 8,8 da madrugada de sábado
(27) já passa de 800, informa nesta quarta-feira
(3) o Escritório Nacional de Emergências
que trabalha no controle da defesa civil.
Pelo novo informe, o número de mortos na região
de Maule, a mais atingida, chega a 587; em Bio Bio são
92 mortos; 48 na região de Libertador O'Higgins;
38 na região metropolitana de Santiago; 20 em Valparaíso
e 14 em La Araucanía.
Com a chegada da ajuda agora mais organizada à
população, as equipes de resgate reforçaram
a buscas nas áreas entre Concepción e Constitución,
para tentar achar sobreviventes presos sob os escombros.
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Acima, equipe de resgate busca vítimas
do terremoto que atingiu Constitución (Foto: Pilar
Olivares / Reuters) Equipes de resgate trabalhavam
com cães farejadores na quarta-feira nas cidades
e povoados chilenos mais castigados pelo terremoto na
esperança de encontrar sobreviventes quatro dias
após o tremor devastador.
O número de mortos deve aumentar, considerando
os relatos de que o número de desaparecidos chegaria
500 só em Constitución. A cidade, com uma
população de quase 40 mil, concentra cerca
de metade do número oficial de mortos.
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Haiti confirma 230 mil mortos após
terremoto
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Pelo menos 230 mil pessoas
morreram após o terremoto que atingiu o Haiti,
no último dia 12, e alcançou 7 graus na
escala Richter. O número de óbitos foi anunciado
hoje (10) pelo primeiro-ministro do país, Jean-Max
Bellerive. As informações são da
agência portuguesa Lusa.
Bellerive admitiu que o balanço
ainda pode aumentar. O tremor de terra destruiu grande
parte do que restava da infraestrutura da capital, Porto
Príncipe, e deixou ainda milhares de feridos e
quase 2 milhões de desabrigados. |
De acordo com medição do Serviço Geológico
dos Estados Unidos, o terremoto aconteceu a cerca de 10 km de
profundidade, a 22 km da capital haitiana, que tem mais de 1
milhão de habitantes. Um terremoto dessa magnitude é
capaz de provocar danos graves. O terremoto foi seguido de outros
tremores, sendo dois de magnitudes de 5,9 e 5,5.
O tremor foi sentido com força em quase todo o território
da República Dominicana, país situado na ilha
de Hispaniola, como o Haiti, e também no leste de Cuba.
Em entrevista concedida à rede de televisão "CNN",
o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse
que as consequências do terremoto foi "catastrófico".
"A única coisa que posso fazer agora é rezar
e confiar em que o pior não aconteça", disse.
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O Presidente Lula se diz frustrado
diante dos resultados da COP 15.
O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva disse na plenária do último
dia da Conferência da ONU sobre Mudanças
Climáticas - COP 15, que o Brasil está disposto
a oferecer dinheiro para um fundo internacional de financiamento
de medidas de adaptação e redução
de emissões nos países pobres. “Se
for necessário o Brasil fazer um sacrifício
a mais estamos dispostos a participar do financiamento”,
disse.
Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos
a questão do clima e cada vez mais constatamos
que o problema é mais grave do que nós possamos
imaginar. Lula abriu seu discurso, antes do presidente
americano Barack Obama também discursar e afirmar
que o mundo precisa imediatamente de um acordo, mesmo
que ele não seja perfeito. |
Dizendo querer chegar a um consenso, Lula afirmou
que compreende que os países ricos não "serão
os salvadores dos países em desenvolvimento" e que
o aquecimento global pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil.
"Passamos um século sem crescer enquanto outros
cresciam muito. “Agora que nós começamos
a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício."
Adoraria sair com o documento mais perfeito do mundo. Mas se
não conseguimos fazer até agora esse documento,
não sei se algum sábio ou anjo descerá
nesse plenário e conseguirá colocar na nossa cabeça
a inteligência que nos faltou até agora.
Após participar de uma reunião
extraordinária durante a madrugada com líderes
de estado para tentar chegar a um esboço do acordo, Lula
se disse surpreso e que há muito tempo não participava
de uma reunião como essa. Submeter chefes de estado a
determinadas discussões como nós fizemos ontem,
há muito tempo não assistia.
Lula lembrou que os compromissos de combate às mudanças
climáticas devem ser compartilhados por todos os países,
mas o passado de emissões de gases causadores do efeito
estufa dos países industrializados não pode ser
esquecido.
Segundo Lula, o problema para que os países cheguem ao
acordo não é apenas o dinheiro, mas a disposição
política. O presidente afirmou que os países estão
"barganhando" na conferência da ONU.
"Quando pensarmos no dinheiro, não pensemos que
estamos fazendo um favor, que estamos dando uma esmola. Porque
o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento
das emissões de gases de efeito estufa de dois séculos
de quem teve o privilegio de se industrializar primeiro",
disse.
COP 15 - Conferência do Clima em COPENHAGEN -
Dinamarca - Vejam os videos abaixo:
A COP-15,
15ª
Conferência das Partes, da ONU realizada pela UNFCCC –
Convenção-Quadro das Nações Unidas
sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro des2009,
em Copenhague (Dinamarca), vem sendo protagonizada por governos,
ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo
vai resolver a ameaça do aquecimento global à
sobrevivência da civilização humana.
Para frear
o avanço da temperatura, é necessário reduzir
a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera,
já que são eles os responsáveis por reter
mais calor na superfície terrestre. O ideal é
que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm,
no entanto, já estamos em 387ppm e esse número
cresce 2ppm por ano.
Diminuir
a emissão de gases de efeito estufa implica modificações
profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social
de cada país, com a redução do uso de combustíveis
fósseis, a opção por matrizes energéticas
mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da
devastação florestal e a mudança de nossos
hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até
agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos
a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.
No entanto,
se os países não se comprometerem a mudar de atitude,
o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério
riscos.
Apesar de
a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e
meia, com o propósito de encontrar soluções
para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência
das Partes tem importância especial. Há dois anos,
desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente,
desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas
quantitativas para os países ricos e compromissos de
redução de emissões que possam ser mensurados,
reportados e verificados para os países em desenvolvimento.
A Convenção
vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns,
porém diferenciadas. Isso significa que os países
industrializados, que começaram a emitir mais cedo e
lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de
efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo
de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela
maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa
é de que os países ricos assumam metas de redução
de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação
ao ano de 1990, até 2020.
Os países
em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o
aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva
de crescimento do “business as usual” e optando
por um modelo econômico mais verde. É isso o que
fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo,
possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do
que fizeram os países ricos.
Para mantermos
o mínimo controle sobre as conseqüências do
aquecimento global, a concentração global de carbono
precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar
a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.