Mais de 800 mortos pelo terremoto e tsunamis no Chile

O número de mortos pelo terremoto no Chile de magnitude 8,8 da madrugada de sábado (27) já passa de 800, informa nesta quarta-feira (3) o Escritório Nacional de Emergências que trabalha no controle da defesa civil.

Pelo novo informe, o número de mortos na região de Maule, a mais atingida, chega a 587; em Bio Bio são 92 mortos; 48 na região de Libertador O'Higgins; 38 na região metropolitana de Santiago; 20 em Valparaíso e 14 em La Araucanía.

Com a chegada da ajuda agora mais organizada à população, as equipes de resgate reforçaram a buscas nas áreas entre Concepción e Constitución, para tentar achar sobreviventes presos sob os escombros.

Acima, equipe de resgate busca vítimas do terremoto que atingiu Constitución (Foto: Pilar Olivares / Reuters)

Equipes de resgate trabalhavam com cães farejadores na quarta-feira nas cidades e povoados chilenos mais castigados pelo terremoto na esperança de encontrar sobreviventes quatro dias após o tremor devastador.

O número de mortos deve aumentar, considerando os relatos de que o número de desaparecidos chegaria 500 só em Constitución. A cidade, com uma população de quase 40 mil, concentra cerca de metade do número oficial de mortos.


Haiti confirma 230 mil mortos após terremoto

Pelo menos 230 mil pessoas morreram após o terremoto que atingiu o Haiti, no último dia 12, e alcançou 7 graus na escala Richter. O número de óbitos foi anunciado hoje (10) pelo primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive. As informações são da agência portuguesa Lusa.

Bellerive admitiu que o balanço ainda pode aumentar. O tremor de terra destruiu grande parte do que restava da infraestrutura da capital, Porto Príncipe, e deixou ainda milhares de feridos e quase 2 milhões de desabrigados.

De acordo com medição do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto aconteceu a cerca de 10 km de profundidade, a 22 km da capital haitiana, que tem mais de 1 milhão de habitantes. Um terremoto dessa magnitude é capaz de provocar danos graves. O terremoto foi seguido de outros tremores, sendo dois de magnitudes de 5,9 e 5,5.

O tremor foi sentido com força em quase todo o território da República Dominicana, país situado na ilha de Hispaniola, como o Haiti, e também no leste de Cuba.

Em entrevista concedida à rede de televisão "CNN", o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse que as consequências do terremoto foi "catastrófico". "A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar em que o pior não aconteça", disse.

 

 

O Presidente Lula se diz frustrado diante dos resultados da COP 15.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na plenária do último dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas - COP 15, que o Brasil está disposto a oferecer dinheiro para um fundo internacional de financiamento de medidas de adaptação e redução de emissões nos países pobres. “Se for necessário o Brasil fazer um sacrifício a mais estamos dispostos a participar do financiamento”, disse.

Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar. Lula abriu seu discurso, antes do presidente americano Barack Obama também discursar e afirmar que o mundo precisa imediatamente de um acordo, mesmo que ele não seja perfeito.

Dizendo querer chegar a um consenso, Lula afirmou que compreende que os países ricos não "serão os salvadores dos países em desenvolvimento" e que o aquecimento global pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil. "Passamos um século sem crescer enquanto outros cresciam muito. “Agora que nós começamos a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício."

Adoraria sair com o documento mais perfeito do mundo. Mas se não conseguimos fazer até agora esse documento, não sei se algum sábio ou anjo descerá nesse plenário e conseguirá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora.

Após participar de uma reunião extraordinária durante a madrugada com líderes de estado para tentar chegar a um esboço do acordo, Lula se disse surpreso e que há muito tempo não participava de uma reunião como essa. Submeter chefes de estado a determinadas discussões como nós fizemos ontem, há muito tempo não assistia.

Lula lembrou que os compromissos de combate às mudanças climáticas devem ser compartilhados por todos os países, mas o passado de emissões de gases causadores do efeito estufa dos países industrializados não pode ser esquecido.

Segundo Lula, o problema para que os países cheguem ao acordo não é apenas o dinheiro, mas a disposição política. O presidente afirmou que os países estão "barganhando" na conferência da ONU.

"Quando pensarmos no dinheiro, não pensemos que estamos fazendo um favor, que estamos dando uma esmola. Porque o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento das emissões de gases de efeito estufa de dois séculos de quem teve o privilegio de se industrializar primeiro", disse.


COP 15 - Conferência do Clima em COPENHAGEN - Dinamarca - Vejam os videos abaixo:


A COP-15,

15ª Conferência das Partes, da ONU realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro des2009, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo protagonizada por governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério riscos.

Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as conseqüências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.