Mancha de petróleo avança sobre a costa americana.
 

O governador da Flórida, Charlie Crist, declarou nesta sexta-feira (30), estado de emergência devido ao avanço da mancha de petróleo pelo vazamento no Golfo do México, que deve chegar à costa dos Estados Unidos até segunda-feira (3) de maio.

O governador declarou emergência para os condados de Escambia, Santa Rosa, Okaloosa, Walton, Baía do Golfo, no setor noroeste do Estado, os mais expostos ao vazamento de petróleo.

Com a declaração, a Flórida pode receber ajuda do governo federal para se proteger de uma eventual catástrofe natural.

Além da Flórida, a Lousiana já havia entrado em estado de emergência pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, que atingiu a costa do estado americano na noite da quinta-feira (29). As agências de notícias France Presse e Associated Press informaram, com base na apuração com autoridades locais, que a mancha de óleo alcançou uma ilha perto do delta do Rio Mississippi, ameaçando flora e fauna da região.

Vários estados americanos estão em alerta por causa do vazamento de petróleo. Há temor de que praias e refúgios de vida selvagem sejam danificados em quatro estados. Ainda estão ameaçados os estados do Mississipi e Alabama. Lontras, pelicanos e outros pássaros estão no caminho da mancha de petróleo, e o serviço de preteção ambiental do país tenta proteger as espécies ameaçadas.

O presidente Barack Obama prometeu "usar todo e qualquer recurso disponível", e os militares estão mobilizados para combater o vazamento.

Catátrofe

Cinco mil barris (quase 800 mil litros) de petróleo jorram diariamente no mar do Golfo do México depois da explosão de uma plataforma, na semana passada. O vazamento é cinco vezes maior que o previsto e foi considerado catástrofe nacional pelo governo norte-americano.

Os ventos empurram o óleo para o continente, a poucos quilômetros da área de pântanos no delta do Rio Mississipi. Autoridades disseram que farão de tudo para manter o tráfego aberto no rio.

Até agora os esforços para conter o avanço da mancha, que incluem até uma barreira de lona, foram insuficientes. O governo americano reforça a ajuda à região para tentar evitar um desastre ambiental ainda maior.

Fonte G1

 

 

Fúria da Natureza para a Europa
 

A paralisação dos voos na Europa por causa da erupção de um vulcão na Islândia se agravou. E a Organização Mundial da Saúde advertiu também sobre o perigo para quem está em terra. O perigo que sai das profundezas da terra na Islândia ameaça o céu de toda a Europa. A nuvem de fumaça vulcânica andou mais de três mil quilômetros em apenas dois dias.

Parou o tráfego aéreo de quase todo o velho continente e provocou o cancelamento de pelo menos 20 mil voos ao redor do planeta. O maior caos aéreo da história da aviação, pior até do que a paralisação provocada pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.


A erupção lançou as cinzas a uma altura que varia de cinco mil a 11 mil metros. É onde voam os aviões. As nuvens de fumaça vulcânica são formadas de pequenas partículas de silício, principal componente do vidro. O material derrete ao passar pelas turbinas e pode causar uma pane.


Foi o que aconteceu com o piloto Eric Moody em 1982. O jumbo com 247 passageiros atravessou as nuvens de cinzas expelidas por um vulcão na Indonésia. Os quatro motores pararam, e o comandante conseguiu planar durante 15 minutos. Perto do chão, abaixo da fumaça, três motores voltaram a funcionar e permitiram o pouso de emergência. Para evitar esse risco, as autoridades decidiram manter quase cinco milhões de passageiros no chão.


As leis europeias garantem a devolução do valor das passagens, mas a maioria prefere esperar. Nos aeroportos de Paris e da Alemanha, foram montadas camas de campanha. Onde não houve o tratamento vip, o jeito foi improvisar. Em Copenhagen, o saguão ficou vazio. E Heathrow, em Londres, onde normalmente circulam 180 mil passageiros por dia, virou um aeroporto fantasma.


Estar com os pés no chão não significa escapar dos riscos. As autoridades afirmam que a fumaça certamente vai descer.
A Organização Mundial da Saúde advertiu que as partículas de cinzas podem afetar principalmente as pessoas que sofrem de problemas respiratórios crônicos e recomendou que neste fim de semana os europeus tentem ficar o máximo possível dentro de casa.


Segundo a Infraero, foram cancelados oito voos que deveriam pousar em São Paulo e 11 que partiriam do Aeroporto de Guarulhos com destino a países europeus. No Rio de Janeiro, houve duas partidas canceladas.


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Chuva no Rio de Janeiro foi a mais forte em décadas e parou a cidade


O temporal que atingiu o estado do Rio de Janeiro deixou mais de 220 mortos, a maioria soterrados por deslizamentos de terra. O balanço parcial foi divulgado hoje (6) pelo Centro de Operações do Corpo de Bombeiros, que corrigiu para 101 o número de feridos. Há informações sobre desaparecidos, mas os números são imprecisos.

Do total de vítimas, o município de Niterói foi um dos mais afetados e contabiliza 48 mortos. Na cidade do Rio são 35. Já as cidades de São Gonçalo, Nilópolis e Paracambi, na Baixada Fluminense, têm 11 mortos. Em Petrópolis uma pessoa morreu.


Foto: Leonardo Leão Borges


O temporal foi o maior desde 1966, segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Naquele ano, o índice pluviométrico foi de 245 milímetros, enquanto que nas últimas chuvas o nível chegou a 288 milímetros. A chuva provocou pontos de alagamentos, deslizamentos de terras, quedas de árvores, deixando ruas submersas. A Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul, um dos principais cartões-postais da cidade, transbordou.

Os aeroportos da cidade do Rio fecharam ontem à noite e só voltaram a operar nesta manhã. Passageiros foram alojados em hotéis. Nas estradas, a situação também foi complicada. As principais estradas de acesso ao Rio, como a Via Dutra, Linha Vermelha e Avenida Brasil registraram pontos de alagamento e retenções, sendo que a Ponte Rio-Niterói ficou fechada por mais de uma hora pela manhã.


Bairros ficaram sem luz. A Light chegou a recomendar que as pessoas não usassem os elevadores. A concessionária trabalha com 60% do efetivo para normalizar o fornecimento. Há ainda trechos de ruas de vários bairros sem energia.
O sistema de transporte público sofreu várias interrupções e muitas pessoas permaneceram até a madrugada de hoje nas ruas esperando para voltar para casa. Ao longo do dia, as barcas que unem o Rio a Niterói voltaram a operar normalmente, assim como os trens metropolitanos, que tiveram ramais suspenso. O metrô funciona com intervalo irregulares e os ônibus urbanos estão com a frota reduzida.


Por causa dos transtornos e dos inúmeros chamados de emergência, as autoridades recomendaram que as pessoas não saíssem de casa. O centro do Rio ficou vazio. Agências bancárias e lojas não abriram e serviços públicos funcionaram parcialmente. A Polícia Militar reforçou o policiamento em "pontos-chaves" para evitar assaltos a motoristas parados no trânsito.

Em um dos bairros mais afetados, o Maracanã, a Confederação Brasileira de Vôlei adiou o jogo da Superliga feminina, que seria realizado hoje no ginásio do Maracanazinho. No estádio do Maracanã, que amanhã (7) recebe jogo da Taça Libertadores, a equipe limpa túneis de acesso ao campo, que ficaram alagados.


Fonte: Agência Brasil

 

Al Gore: Aquecimento Global, uma guestão de vida ou morte no planeta.

 

O otimismo de Al Gore parece incorrigível. Desde que perdeu a eleição presidencial de 2000 para George W. Bush, o democrata se dedica em tempo integral a pregar obstinadamente sobre os riscos da mudança do clima. Seu evangelho verde se espalha em dois livros, "Uma Verdade Inconveniente" e "Nossa Escolha" (editora Manole). O primeiro originou documentário que levou o Oscar, em 2007, mesmo ano em que ganhou o Nobel da Paz. O Nobel, porém, foi dividido com o IPCC, ora sob investigação. Apesar do golpe na credibilidade da ciência do clima e do fracasso de Copenhague, Gore não se faz de rogado: "Podemos solucionar completamente a crise do clima, com folga".

O subtítulo do novo livro de Gore é "Um Plano para Solucionar a Crise Climática". O primeiro se concentrava em expor as previsões de pesquisadores sobre o futuro da atmosfera da Terra, algumas bem mais catastróficas que as do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). Agora o apóstolo se volta para as sugestões compiladas em 30 "cúpulas de soluções" que organizou nos últimos três anos pelo mundo afora. Sua fé renovada se ancora na tecnologia. Máquinas como o satélite Triana/DSCOVR, congelado por Bush anos a fio, revelarão aos olhos de todos a verdade sobre a saúde combalida da Terra. Redes inteligentes para transmissão de eletricidade permitirão administrar a sazonalidade e a intermitência das fontes renováveis de energia mais promissoras - eólica, de biomassa e solar. Por vida das dúvidas, Gore continua acreditando no poder do cinema para converter os céticos. Adorou "Avatar", de James Cameron, "uma poderosa metáfora" sobre a força irresistível da natureza. Nos dias 26 e 27 ele estará com Cameron em Manaus, para palestras no Fórum Internacional de Sustentabilidade.

Eis a entrevista.

Seu recente livro "Nossa Escolha" transmite uma mensagem tão sóbria quanto otimista: uma catástrofe inimaginável nos espreita se não agirmos, mas ainda há tempo e ferramentas bastantes para solucionar três ou quatro crises do clima. Não é otimismo demais?

Acho que não. Nos últimos três anos organizei mais de 30 "cúpulas de soluções" com os maiores engenheiros, cientistas e empresários do mundo e fiquei agradavelmente surpreso ao descobrir como está avançado o desenvolvimento dessas soluções. O Brasil, por exemplo, tem liderado o mundo ao inovar um meio muito eficaz de empregar biomassa [cana-de-açúcar] para substituir combustíveis líquidos baseados em petróleo. De modo similar, outros países fizeram progressos em energia solar, eólica e geotérmica. Portanto, não acho que seja otimista demais, de jeito nenhum. Mas o ingrediente essencial continua a ser vontade política. Mesmo com a sensacional liderança do Brasil em Copenhague, o mundo como um todo ainda não forneceu vontade política suficiente para implementar as soluções em grande escala. Mas estou otimista que o farão.

Eu me referia à sua afirmação de que "três ou quatro" crises climáticas podem ser solucionadas com as ferramentas à mão.

Se nos lançarmos numa guinada para formas de energia renováveis e de baixo carbono em transportes, imóveis residenciais e comerciais e agricultura e silvicultura sustentáveis, podemos solucionar totalmente a crise do clima, com folga.

Há um componente tecnológico forte em seu otimismo: computadores e satélites nos ajudarão a enxergar a luz [da verdade] sobre o planeta e seu clima. Mas o exemplo do satélite DSCOVR/Triana, do livro, também pode ser visto como um alerta sobre o poder dos governos de impedir que isso aconteça. Tecnologia e ciência sairão sempre vitoriosos?

(Ri) Depende de nós, em nossos respectivos países, garantir que as políticas públicas se baseiem na melhor ciência e na melhor informação disponíveis. No caso do Triana: o satélite acaba de ser incluído no orçamento do presidente Obama para este ano.

Foi mero atraso, então?

Um longo e custoso atraso. Os negacionistas do clima têm combatido em todas as frentes para impedir o progresso. Há alguns que acreditam genuinamente que não se trata de uma crise, mas o grosso da oposição vem dos maiores poluidores de carbono, que não querem ser obrigados a assumir a responsabilidade por deitar fora enormes quantidades de poluição na atmosfera terrestre, como se ela fosse um imenso esgoto a céu aberto. Assim como as companhias de tabaco lutaram contra as limitações à comercialização de cigarros atacando os cientistas que fizeram a ligação entre cigarros e doenças do pulmão, os grandes poluidores de carbono estão atacando os cientistas que conduziram os estudos mostrando conclusivamente que a poluição do aquecimento global produzida pelo homem está causando a crise do clima.

A espécie humana jamais fez uma escolha coletiva sobre seu futuro. O sr. é o primeiro a dizer, no livro, que essa perspectiva parece absurda. O que o deixa tão seguro de que estamos à altura da tarefa?

Nós temos de fazê-lo, para expressar o amor que temos pelos nossos netos. Para evitar sermos lembrados pelas gerações futuras como uma geração criminosa, que ignorou de forma egoísta e cega os claros sinais de que o seu destino estava em nossas mãos. Porque o modo como fomos criados nos dá um respeito destemido pela verdade e pela justiça. Não importa quanto tempo ela seja obscurecida por aqueles que encaram a verdade como inconveniente, cedo ou tarde os anjos de nossa melhor natureza vencerão.

 

Mais de 800 mortos pelo terremoto e tsunamis no Chile

O número de mortos pelo terremoto no Chile de magnitude 8,8 da madrugada de sábado (27) já passa de 800, informa nesta quarta-feira (3) o Escritório Nacional de Emergências que trabalha no controle da defesa civil.

Pelo novo informe, o número de mortos na região de Maule, a mais atingida, chega a 587; em Bio Bio são 92 mortos; 48 na região de Libertador O'Higgins; 38 na região metropolitana de Santiago; 20 em Valparaíso e 14 em La Araucanía.

Com a chegada da ajuda agora mais organizada à população, as equipes de resgate reforçaram a buscas nas áreas entre Concepción e Constitución, para tentar achar sobreviventes presos sob os escombros.

Acima, equipe de resgate busca vítimas do terremoto que atingiu Constitución (Foto: Pilar Olivares / Reuters)

Equipes de resgate trabalhavam com cães farejadores na quarta-feira nas cidades e povoados chilenos mais castigados pelo terremoto na esperança de encontrar sobreviventes quatro dias após o tremor devastador.

O número de mortos deve aumentar, considerando os relatos de que o número de desaparecidos chegaria 500 só em Constitución. A cidade, com uma população de quase 40 mil, concentra cerca de metade do número oficial de mortos.


Haiti confirma 230 mil mortos após terremoto

Pelo menos 230 mil pessoas morreram após o terremoto que atingiu o Haiti, no último dia 12, e alcançou 7 graus na escala Richter. O número de óbitos foi anunciado hoje (10) pelo primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive. As informações são da agência portuguesa Lusa.

Bellerive admitiu que o balanço ainda pode aumentar. O tremor de terra destruiu grande parte do que restava da infraestrutura da capital, Porto Príncipe, e deixou ainda milhares de feridos e quase 2 milhões de desabrigados.

De acordo com medição do Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto aconteceu a cerca de 10 km de profundidade, a 22 km da capital haitiana, que tem mais de 1 milhão de habitantes. Um terremoto dessa magnitude é capaz de provocar danos graves. O terremoto foi seguido de outros tremores, sendo dois de magnitudes de 5,9 e 5,5.

O tremor foi sentido com força em quase todo o território da República Dominicana, país situado na ilha de Hispaniola, como o Haiti, e também no leste de Cuba.

Em entrevista concedida à rede de televisão "CNN", o embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse que as consequências do terremoto foi "catastrófico". "A única coisa que posso fazer agora é rezar e confiar em que o pior não aconteça", disse.

 

 

O Presidente Lula se diz frustrado diante dos resultados da COP 15.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na plenária do último dia da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas - COP 15, que o Brasil está disposto a oferecer dinheiro para um fundo internacional de financiamento de medidas de adaptação e redução de emissões nos países pobres. “Se for necessário o Brasil fazer um sacrifício a mais estamos dispostos a participar do financiamento”, disse.

Confesso que estou um pouco frustrado porque discutimos a questão do clima e cada vez mais constatamos que o problema é mais grave do que nós possamos imaginar. Lula abriu seu discurso, antes do presidente americano Barack Obama também discursar e afirmar que o mundo precisa imediatamente de um acordo, mesmo que ele não seja perfeito.

Dizendo querer chegar a um consenso, Lula afirmou que compreende que os países ricos não "serão os salvadores dos países em desenvolvimento" e que o aquecimento global pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil. "Passamos um século sem crescer enquanto outros cresciam muito. “Agora que nós começamos a crescer, não é justo que voltemos a fazer sacrifício."

Adoraria sair com o documento mais perfeito do mundo. Mas se não conseguimos fazer até agora esse documento, não sei se algum sábio ou anjo descerá nesse plenário e conseguirá colocar na nossa cabeça a inteligência que nos faltou até agora.

Após participar de uma reunião extraordinária durante a madrugada com líderes de estado para tentar chegar a um esboço do acordo, Lula se disse surpreso e que há muito tempo não participava de uma reunião como essa. Submeter chefes de estado a determinadas discussões como nós fizemos ontem, há muito tempo não assistia.

Lula lembrou que os compromissos de combate às mudanças climáticas devem ser compartilhados por todos os países, mas o passado de emissões de gases causadores do efeito estufa dos países industrializados não pode ser esquecido.

Segundo Lula, o problema para que os países cheguem ao acordo não é apenas o dinheiro, mas a disposição política. O presidente afirmou que os países estão "barganhando" na conferência da ONU.

"Quando pensarmos no dinheiro, não pensemos que estamos fazendo um favor, que estamos dando uma esmola. Porque o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento das emissões de gases de efeito estufa de dois séculos de quem teve o privilegio de se industrializar primeiro", disse.


COP 15 - Conferência do Clima em COPENHAGEN - Dinamarca - Vejam os videos abaixo:


A COP-15,

15ª Conferência das Partes, da ONU realizada pela UNFCCC – Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, de 7 a 18 de dezembro des2009, em Copenhague (Dinamarca), vem sendo protagonizada por governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai resolver a ameaça do aquecimento global à sobrevivência da civilização humana.

Para frear o avanço da temperatura, é necessário reduzir a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, já que são eles os responsáveis por reter mais calor na superfície terrestre. O ideal é que a quantidade de carbono não ultrapassasse os 350ppm, no entanto, já estamos em 387ppm e esse número cresce 2ppm por ano.

Diminuir a emissão de gases de efeito estufa implica modificações profundas no modelo de desenvolvimento econômico e social de cada país, com a redução do uso de combustíveis fósseis, a opção por matrizes energéticas mais limpas e renováveis, o fim do desmatamento e da devastação florestal e a mudança de nossos hábitos de consumo e estilos de vida. Por isso, até agora, os governos têm se mostrado bem menos dispostos a reduzir suas emissões de carbono do que deveriam.

No entanto, se os países não se comprometerem a mudar de atitude, o cenário pode ser desesperador. Correremos um sério riscos.

Apesar de a UNFCCC se reunir anualmente há uma década e meia, com o propósito de encontrar soluções para as mudanças climáticas, este ano, a Conferência das Partes tem importância especial. Há dois anos, desde a COP-13 em Bali (Indonésia), espera-se que, finalmente, desta vez, tenhamos um acordo climático global com metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.

A Convenção vai trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.

Os países em desenvolvimento, por sua vez, se comprometem a reduzir o aumento de suas emissões, fazendo um desvio na curva de crescimento do “business as usual” e optando por um modelo econômico mais verde. É isso o que fará com que Brasil, Índia e China, por exemplo, possam se desenvolver sem impactar o clima, diferentemente do que fizeram os países ricos.

Para mantermos o mínimo controle sobre as conseqüências do aquecimento global, a concentração global de carbono precisa ser estabilizada até 2017, quando deve começar a cair, chegando a ser 80% menor do que em 1990.