O conflito Palestina e Israel foi tema de palestra no Greenmeeting

 

 

O embaixador da Palestina, Ibrahim Mohamed Atzeben, mostrou ontem (26-05) durante sua palestra sobre meio ambiente, no Encontro Verde das Américas, cenas da atuação violenta de Israel com relação aos palestinos. “Mesmo aceitando apenas 22% do nosso território histórico, para manter a paz e podermos sobreviver como nação Israel não quer aceitar o acordo. Estamos pedindo ajuda aos países participantes da ONU para que possam nos ajudar mais concretamente para que esse acordo possa vigorar”, desabafou Ibrahim.


Ele contou que nasceu em território vizinho, filho de pais refugiados durante a diáspora. “Nós queremos apenas viver em paz, que as crianças palestinas e israelitas possam crescer e conviver num futuro como cidadãos com os mesmos direitos”, ele alegou.


Lembrou que apesar do país ser dividido em três religiões, judaísmo, cristianismo e Islamismo, o ser humano é um só e o Deus de todas as três religiões também é um só, então tem de ser possível um acordo. Ele os palestinos não precisam de muros mas de uma ponte que una os seres humanos como filhos do mesmo Deus, convivendo em paz.
O embaixador concluiu que toda essa violência contra os palestinos está destruindo também o meio ambiente na Cisjordânia e faixa de Gaza. “ Eles destroem nascentes de água, cortaram mais de 108 mil árvores,algumas de quase dois mil anos de existência, tudo para obrigar os palestinos a abandonarem seu país de origem”, explicou.

Assessoria de Imprensa
Sônia Saporetti

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A violência é a matéria prima da mídia

 

“A violência é a matéria prima da mídia, quando na verdade o meio ambiente é que deveria sê-lo”. Essa foi a frase de impacto que o presidente do PV de Minas Gerais, Ronaldo Vasconcelos, começou sua palestra nessa quarta-feira, durante a X Encontro Verde das Américas. Meio Ambiente não dá ibope, mas, a mídia pode aos poucos estimular um novo gosto no público mostrando as coisas negativas e positivas sobre o meio ambiente, já que é uma questão de sobrevivência para a espécie humana, falou a estudante participante do encontro, Maria Luíza Ferreira.

 

Ao mesmo tempo o jornalista e escritor, ambientalista Vilmar Berna, durante o evento, citando Al Gore “Estamos diante de uma verdadeira emergência planetária, a crise climática não é assunto político mas moral e espiritual para toda a humanidade”. Ele alertou que a natureza não é frágil, o ser humano é que é frágil, a natureza tem resistido a catástrofes muito piores, nada que o homem fizer vai destruir o meio ambiente, vai destruir só ele mesmo.


”A mídia é um importante instrumento para evitar esse final infeliz, para isso os donos de jornais, redes de rádio e televisão, devem abrir espaço para o meio ambiente e conseqüentemente para a educação ambiental. além dos repórteres e jornalistas fazerem a diferença na busca da informação”, alertou a estudante e participante do Greenmeeting, Maria Luiza Ferreira.


Vilmar Berna alega que para o povo se interessar por meio ambiente o ecologuês deve ser traduzido, levando à participação da população nas questões ambientais para que todos se sintam parte desse processo. Ele considera também que a justiça social deve ser incorporada ao discurso ecológico, pois falta de informação e miséria geram grandes impactos ambientais.

Assessoria de Imprensa
Sônia M. Saporetti

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Apolo Heringer recebe Prêmio Verde das Américas


O médico, professor e ambientalista Apolo Heringer, recebeu ontem, 25 de maio, o Prêmio Verde das Américas . A solenidade aconteceu no Teatro Sesiminas durante o X Encontro Verde das Américas com um grande público ocupando as mais de 700 cadeiras do teatro. Apolo Heringer Lisboa, um dos idealizadores do Projeto Manuelzão que faz um trabalho de recuperação da bacia do Rio das Velhas, não se restringindo aos recursos hídricos mas abrangendo também a educação e qualidade de vida da população local.

Além dele, receberam também o prêmio a embaixadora da Suécia, Annika Marcovic, pela sua grande atuação em prol do meio ambiente, principalmente na are de sustentabilidade urbana; oHi professor ,José Mendonça – na categoria Comunicação, mestre do Jornalismo , Direito e magistério. Com 93 anos ele surpreende pela juventude e atuação como cidadão; A escritora Ana Miranda,autora do romance: “Anjos e Demônios” e “Yuchink” (todo ambientado numa floresta – a Floresta Amazônica” e Jaceck Marek, embaixador da Polônia , na categoria, Biodiversidade . “A paixão pela biodiversidade não conhece fronteiras”, afirmou Jaceck, Em sua palestra falou sobre seus estudos e sua paixão pela biodiversidade. “A preservação da biodiversidade é obrigação de todos porque o homem não é o dono do mundo. Todos os moradores desse planeta, desde os vegetais, minerais e animais, inclusive os seres humanos, têm direitos iguais de sobrevivência nesse planeta.”, enfatizou

Após a entrega do prêmio vários palestrantes discorreram sobre temas ambientais como o retrato da biodiversidade na Polônia, sustentabilidade urbana, inventário diigital florestal.

Apolo Heringer enfatizou que é preciso urgentemente mudar o paradigma econômico. “ A economia é forte mas sem juízo, é preciso que a política direcione o mundo, mas com políticos de caráter e compromissados coma qualidade de vida no planeta”. Ele alegou que o dinheiro não é riqueza e que riqueza é ter um rico e preservado patrimônio natural que possa garantir a vida de qualidade nesse planeta. “”A questão ambiental é um apelo a uma nova espiritualidade no mundo”, concluiu Apolo.

O Projeto Manuelzão, é uma iniciativa voltada para a revitalização do Rio das Velhas, o principal afluente do São Francisco em plena Região Metropolitana de Belo Horizonte. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1967, Apolo Heringer Lisboa é especialista em Pneumologia pelo Centro Hospitalar Universitário de Beni-Messous (Argel), e em Epidemiologia, pela Universidade Livre de Bruxelas (Bélgica), Heringer também foi um militante de destaque durante a ditadura militar (1964-1985), período em que chegou a ser exilado e preso diversas vezes.


Apolo demonstra a importância da revitalização da Bacia do Rio das Velhas, além de relatar como ele despertou para essa causa, depois de anos de atuação pelos ideais marxistas. Ele compreende bem a complexidade da chamada luta de classes, mas já descobriu que pelo bem do planeta, lutas maiores precisam ser travadas.

“Eu sou médico, professor da faculdade de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas também tive uma militância política intensa. Estive exilado, fui preso várias vezes, morei em muitos países durante a ditadura, fui vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), então a minha trajetória política me levou muito para linhas da Revolução Socialista, da luta contra a ditadura, e tudo para mim era luta de classes. Só que eu cheguei à conclusão de que a luta de classes era uma luta dentro de uma espécie: a espécie humana, e na espécie humana, uma parte quer dominar a outra. Agora, colocando a espécie humana como uma espécie entre outras, você tem passarinho, peixes, mamíferos, as aves, sendo que todas essas espécies têm direito a vida. Então eu comecei a meditar que se a nossa casa comum, que são os rios, as matas e as florestas, está sendo degradada, unicamente por uma espécie, a humana, eu estarei acabando com a vida de todas as outras. Foi aí que eu passei a lutar pela conservação do meio ambiente, com foco na água dos rios”.

Ele garante que o rio reflete o estado geral do planeta. ”É na água dos rios que você vê a mentalidade humana, a qualidade de nossa atividade econômica. Tudo de ruim acontece no rio. E a volta do peixe sinaliza se a situação está melhorando ou piorando. O Rio das Velhas é o principal afluente do Rio São Francisco. É uma bacia hidrográfica que abrange 4 milhões e 800 mil pessoas. Pouca gente sabe, mas trata-se da única região metropolitana do Rio São Francisco - fica em Belo Horizonte, às margens do Rio das Velhas.O nosso objetivo é a recuperação desse rio. Nós começamos nosso trabalho em 1990, com a parte teórica, e lançando a idéia de que a volta do peixe é um dos objetivos principais de nossa atuação - fazer de tudo para o peixe voltar, por meio de tratamento de esgoto e da mobilização da sociedade”, enfatiza

Segundo ele foi em 1997, dentro da Universidade Federal de Minas Gerais que um grupo de professores se articulou em torno da medicina, pensando em saúde coletiva, onde foi discutida a relação de água poluída com doença, e o peixe apareceu como bioindicador natural - se a água melhora, vai ter mais peixe. Então foi feito um trabalho em cima do biomonitoramento. Em 2003 foi feita uma grande expedição pelo rio. “Navegamos 800 quilômetros em todas as curvas dele e lançamos a meta 2010: nós queremos navegar, pescar e nadar no Rio das Velhas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (a mais poluída). E a partir daí nós conseguimos levar o tratamento de esgoto de Belo Horizonte de 0% a praticamente 70%. Melhorou muito a qualidade do rio. Ainda não está dando para nadar dentro de Belo Horizonte, mas já está aparecendo peixes como Dourado e Surubim perto da capital, enquanto no baixo e médio Rio das Velhas já tem mais peixe do que no Rio São Francisco”, explicou.

“O meu trabalho tem base na preocupação com a saúde humana. Saúde para nós não é uma questão médica, mas de qualidade de vida, uma questão de meio ambiente que inclui a política econômica, transporte, moradia, porque tudo isso é meio ambiente. A saúde do peixe está para a qualidade das águas dos rios, assim como a saúde humana está para a qualidade de vida da sociedade, das cidades e dos bairros. Você não pode separar. Se eu quero salvar o peixe, eu preciso tratar o rio. Se eu quero tratar da saúde humana eu preciso cuidar da vida social”, focalizou Apolo Heringer.

Ele explicou que no Projeto Manuelzão são realizados trabalhos voltados para a preservação dos afluentes, como festivais de música, literatura, dança. “É necessário que o ser humano mude a própria mentalidade. Eu sempre digo e repito que a questão fundamental não é a volta do peixe. A questão fundamental é a mudança da mentalidade”. Heringer garante que a volta do peixe é um elemento mobilizador que promove condições para a mudança da mentalidade. Isso porque a questão cultural-política é a base para tudo o que o ser humano faz.”Se eu não atingir o cérebro das pessoas, a cultura, a visão de mundo, eu não vou conseguir sucesso em nada, porque as pessoas não vão trabalhar convencidas. Elas precisam se convencer de que um mundo mais sustentável para todas as espécies é possível. Eu acredito nisso”,concluiu Apolo Heringer.


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Sônia M. Saporetti

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