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Ele contou que nasceu em território vizinho, filho de pais
refugiados durante a diáspora. “Nós queremos
apenas viver em paz, que as crianças palestinas e israelitas
possam crescer e conviver num futuro como cidadãos com
os mesmos direitos”, ele alegou.
Lembrou que apesar do país ser dividido em três religiões,
judaísmo, cristianismo e Islamismo, o ser humano é
um só e o Deus de todas as três religiões
também é um só, então tem de ser possível
um acordo. Ele os palestinos não precisam de muros mas
de uma ponte que una os seres humanos como filhos do mesmo Deus,
convivendo em paz.
O embaixador concluiu que toda essa violência contra os
palestinos está destruindo também o meio ambiente
na Cisjordânia e faixa de Gaza. “ Eles destroem nascentes
de água, cortaram mais de 108 mil árvores,algumas
de quase dois mil anos de existência, tudo para obrigar
os palestinos a abandonarem seu país de origem”,
explicou.
Assessoria de Imprensa
Sônia Saporetti
www.greenmeeting.org
Patrocínio: Eletrobras e Correios.
A
violência é a matéria prima da mídia
“A violência
é a matéria prima da mídia, quando na verdade
o meio ambiente é que deveria sê-lo”. Essa
foi a frase de impacto que o presidente do PV de Minas Gerais,
Ronaldo Vasconcelos, começou sua palestra nessa quarta-feira,
durante a X Encontro Verde das Américas. Meio Ambiente
não dá ibope, mas, a mídia pode aos poucos
estimular um novo gosto no público mostrando as coisas
negativas e positivas sobre o meio ambiente, já que é
uma questão de sobrevivência para a espécie
humana, falou a estudante participante do encontro, Maria Luíza
Ferreira.
Ao mesmo tempo
o jornalista e escritor, ambientalista Vilmar Berna, durante o
evento, citando Al Gore “Estamos diante de uma verdadeira
emergência planetária, a crise climática não
é assunto político mas moral e espiritual para toda
a humanidade”. Ele alertou que a natureza não é
frágil, o ser humano é que é frágil,
a natureza tem resistido a catástrofes muito piores, nada
que o homem fizer vai destruir o meio ambiente, vai destruir só
ele mesmo.
”A mídia é um importante instrumento para
evitar esse final infeliz, para isso os donos de jornais, redes
de rádio e televisão, devem abrir espaço
para o meio ambiente e conseqüentemente para a educação
ambiental. além dos repórteres e jornalistas fazerem
a diferença na busca da informação”,
alertou a estudante e participante do Greenmeeting, Maria Luiza
Ferreira.
Vilmar Berna alega que para o povo se interessar por meio ambiente
o ecologuês deve ser traduzido, levando à participação
da população nas questões ambientais para
que todos se sintam parte desse processo. Ele considera também
que a justiça social deve ser incorporada ao discurso ecológico,
pois falta de informação e miséria geram
grandes impactos ambientais.
Assessoria de Imprensa
Sônia M. Saporetti
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e Correios.
Apolo Heringer recebe Prêmio Verde
das Américas
O médico, professor e ambientalista Apolo Heringer, recebeu
ontem, 25 de maio, o Prêmio Verde das Américas .
A solenidade aconteceu no Teatro Sesiminas durante o X Encontro
Verde das Américas com um grande público ocupando
as mais de 700 cadeiras do teatro. Apolo Heringer Lisboa, um dos
idealizadores do Projeto Manuelzão que faz um trabalho
de recuperação da bacia do Rio das Velhas, não
se restringindo aos recursos hídricos mas abrangendo também
a educação e qualidade de vida da população
local.
Além dele, receberam também o prêmio a embaixadora
da Suécia, Annika Marcovic, pela sua grande atuação
em prol do meio ambiente, principalmente na are de sustentabilidade
urbana; oHi professor ,José Mendonça – na
categoria Comunicação, mestre do Jornalismo , Direito
e magistério. Com 93 anos ele surpreende pela juventude
e atuação como cidadão; A escritora Ana Miranda,autora
do romance: “Anjos e Demônios” e “Yuchink”
(todo ambientado numa floresta – a Floresta Amazônica”
e Jaceck Marek, embaixador da Polônia , na categoria, Biodiversidade
. “A paixão pela biodiversidade não conhece
fronteiras”, afirmou Jaceck, Em sua palestra falou sobre
seus estudos e sua paixão pela biodiversidade. “A
preservação da biodiversidade é obrigação
de todos porque o homem não é o dono do mundo. Todos
os moradores desse planeta, desde os vegetais, minerais e animais,
inclusive os seres humanos, têm direitos iguais de sobrevivência
nesse planeta.”, enfatizou
Após a entrega do prêmio vários palestrantes
discorreram sobre temas ambientais como o retrato da biodiversidade
na Polônia, sustentabilidade urbana, inventário diigital
florestal.
Apolo Heringer enfatizou que é preciso urgentemente mudar
o paradigma econômico. “ A economia é forte
mas sem juízo, é preciso que a política direcione
o mundo, mas com políticos de caráter e compromissados
coma qualidade de vida no planeta”. Ele alegou que o dinheiro
não é riqueza e que riqueza é ter um rico
e preservado patrimônio natural que possa garantir a vida
de qualidade nesse planeta. “”A questão ambiental
é um apelo a uma nova espiritualidade no mundo”,
concluiu Apolo.
O Projeto Manuelzão, é uma iniciativa voltada para
a revitalização do Rio das Velhas, o principal afluente
do São Francisco em plena Região Metropolitana de
Belo Horizonte. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) em 1967, Apolo Heringer Lisboa é especialista em
Pneumologia pelo Centro Hospitalar Universitário de Beni-Messous
(Argel), e em Epidemiologia, pela Universidade Livre de Bruxelas
(Bélgica), Heringer também foi um militante de destaque
durante a ditadura militar (1964-1985), período em que
chegou a ser exilado e preso diversas vezes.
Apolo demonstra a importância da revitalização
da Bacia do Rio das Velhas, além de relatar como ele despertou
para essa causa, depois de anos de atuação pelos
ideais marxistas. Ele compreende bem a complexidade da chamada
luta de classes, mas já descobriu que pelo bem do planeta,
lutas maiores precisam ser travadas.
“Eu sou médico, professor da faculdade de medicina
da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mas também
tive uma militância política intensa. Estive exilado,
fui preso várias vezes, morei em muitos países durante
a ditadura, fui vice-presidente da União Nacional dos Estudantes
(UNE), então a minha trajetória política
me levou muito para linhas da Revolução Socialista,
da luta contra a ditadura, e tudo para mim era luta de classes.
Só que eu cheguei à conclusão de que a luta
de classes era uma luta dentro de uma espécie: a espécie
humana, e na espécie humana, uma parte quer dominar a outra.
Agora, colocando a espécie humana como uma espécie
entre outras, você tem passarinho, peixes, mamíferos,
as aves, sendo que todas essas espécies têm direito
a vida. Então eu comecei a meditar que se a nossa casa
comum, que são os rios, as matas e as florestas, está
sendo degradada, unicamente por uma espécie, a humana,
eu estarei acabando com a vida de todas as outras. Foi aí
que eu passei a lutar pela conservação do meio ambiente,
com foco na água dos rios”.
Ele garante que o rio reflete o estado geral do planeta. Ӄ
na água dos rios que você vê a mentalidade
humana, a qualidade de nossa atividade econômica. Tudo de
ruim acontece no rio. E a volta do peixe sinaliza se a situação
está melhorando ou piorando. O Rio das Velhas é
o principal afluente do Rio São Francisco. É uma
bacia hidrográfica que abrange 4 milhões e 800 mil
pessoas. Pouca gente sabe, mas trata-se da única região
metropolitana do Rio São Francisco - fica em Belo Horizonte,
às margens do Rio das Velhas.O nosso objetivo é
a recuperação desse rio. Nós começamos
nosso trabalho em 1990, com a parte teórica, e lançando
a idéia de que a volta do peixe é um dos objetivos
principais de nossa atuação - fazer de tudo para
o peixe voltar, por meio de tratamento de esgoto e da mobilização
da sociedade”, enfatiza
Segundo ele foi em 1997, dentro da Universidade Federal de Minas
Gerais que um grupo de professores se articulou em torno da medicina,
pensando em saúde coletiva, onde foi discutida a relação
de água poluída com doença, e o peixe apareceu
como bioindicador natural - se a água melhora, vai ter
mais peixe. Então foi feito um trabalho em cima do biomonitoramento.
Em 2003 foi feita uma grande expedição pelo rio.
“Navegamos 800 quilômetros em todas as curvas dele
e lançamos a meta 2010: nós queremos navegar, pescar
e nadar no Rio das Velhas, na Região Metropolitana de Belo
Horizonte (a mais poluída). E a partir daí nós
conseguimos levar o tratamento de esgoto de Belo Horizonte de
0% a praticamente 70%. Melhorou muito a qualidade do rio. Ainda
não está dando para nadar dentro de Belo Horizonte,
mas já está aparecendo peixes como Dourado e Surubim
perto da capital, enquanto no baixo e médio Rio das Velhas
já tem mais peixe do que no Rio São Francisco”,
explicou.
“O meu trabalho tem base na preocupação com
a saúde humana. Saúde para nós não
é uma questão médica, mas de qualidade de
vida, uma questão de meio ambiente que inclui a política
econômica, transporte, moradia, porque tudo isso é
meio ambiente. A saúde do peixe está para a qualidade
das águas dos rios, assim como a saúde humana está
para a qualidade de vida da sociedade, das cidades e dos bairros.
Você não pode separar. Se eu quero salvar o peixe,
eu preciso tratar o rio. Se eu quero tratar da saúde humana
eu preciso cuidar da vida social”, focalizou Apolo Heringer.
Ele explicou que no Projeto Manuelzão são realizados
trabalhos voltados para a preservação dos afluentes,
como festivais de música, literatura, dança. “É
necessário que o ser humano mude a própria mentalidade.
Eu sempre digo e repito que a questão fundamental não
é a volta do peixe. A questão fundamental é
a mudança da mentalidade”. Heringer garante que a
volta do peixe é um elemento mobilizador que promove condições
para a mudança da mentalidade. Isso porque a questão
cultural-política é a base para tudo o que o ser
humano faz.”Se eu não atingir o cérebro das
pessoas, a cultura, a visão de mundo, eu não vou
conseguir sucesso em nada, porque as pessoas não vão
trabalhar convencidas. Elas precisam se convencer de que um mundo
mais sustentável para todas as espécies é
possível. Eu acredito nisso”,concluiu Apolo Heringer.
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Sônia M. Saporetti
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