.Portanto, o homenageado
com o Prêmio Verde das Américas 2008, na categoria
Direitos Humanos, por indicações de diversas autoridades
e segmentos das comunidades indígenas, Dom Erwin Kräutler,
Presidente do CIMI, não pôde estar presente para
recebê-lo.
NESTE SENTIDO, no ano em que completa 60 anos da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, o Greenmeeting Executive Forum,
o Memorial dos Povos Indígenas, a Frente Parlamentar
Ambientalista e demais instituições que compõem
o Greenmeeting, sentem-se honrados em convidar e divulgar a
solenidade de entrega do Prêmio Verde das Américas
2008, na categoria Direitos Humanos, a Dom Erwin Kräutler,
a realizar-se no dia 27/11/2008, quinta-feira
as 09:30 horas, juntamente com as presenças
de diversas autoridades.
O local será no Memorial dos Povos Indígenas
no Eixo Monumental, Praça do Buriti, ao lado do Memorial
JK, em Brasília DF.
Dom Erwin Kräutler, nasceu na Áustria. Realizou
seus estudos de filosofia e Teologia em Salzburg. Veio para
o Brasil e em 1978 recebeu a cidadania brasileira. Foi sagrado
bispo prelado do Xingu em 1981. Atuou com a irmã Dorothy
Stang e prossegue no mesmo trabalho em defesa dos direitos das
comunidades camponesas e indígenas, além da preservação
ambiental na região amazônica.
“O Prêmio Verde das Américas tem o objetivo
de homenagear personalidades e instituições que
têm, ao longo dos anos, contribuído para o desenvolvimento,
melhor qualidade de vida e a preservação ambiental
do planeta. Apenas uma personalidade ou instituição
em cada categoria, recebe o Prêmio”.
Obs. Solicitamos confirmar a presença,
via E-mail.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Ademar Leal
Coordenador Geral do Greenmeeting Executive Forum
Site: www.greenmeeting.org - E-mail: secretaria@greenmeeting.org
Ingrid Betancourt é homenageada no
VIII Encontro Verde das Américas
A ex-senadora colombiana,
Ingrid Betancourt, recentemente libertada por guerrilheiros
das FARC, na Colômbia foi homenageada hoje com o Prêmio
Verde das Américas, conferido pelo VIII Encontro Verde
das Américas - Greenmeeting-, junto com a Maristela Kubstichek,
filha do ex-presidente Juscelino Kubstichek e outros nomes ligados
ao meio ambiente e aos direitos humanos. Ingrid receberá
o troféu pessoalmente quando estiver no Brasil no fim
deste ano. Ao receber o prêmio, Maristela defendeu a necessidade
de uma ação mundial pelo meio ambiente e afirmou
que os países que adotam o discurso de que o Brasil estaria
“destruindo o pulmão do mundo”, no caso a
Amazônia, no passado “ também foram pulmões
do mundo, mas destruíram as suas florestas”.
Na abertura do evento, o presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia, anunciou que a proposta de emenda à Constituição
que inclui as áreas de Cerrado entre os patrimônios
naturais do Brasil (PEC 524/02) e o programa de revitalização
do Rio São Francisco (PEC 542/02) estão entre
as prioridades de votação da Câmara até
o fim do ano. Chinaglia afirmou que as PECs são as duas
principais propostas relacionadas ao meio ambiente que estão
em discussão na Casa. Segundo ele, essas propostas fazem
parte de uma lista de matérias que serão discutidas
com o Colégio de Líderes."Não são
as únicas propostas sobre esse tema, mas são dois
exemplos relevantes que estão prontos para votação",
disse o presidente da Câmara.
No encontro que está sendo realizado no Museu Nacional
da República, o ministro do Superior Tribunal de Justiça,
Herman Benjamim, especialista em meio ambiente, defendeu a legislação
ambiental aplicada no país, mas criticou o atraso em
sua implementação e a morosidade da Justiça.
“Não pode mais o órgão público
argumentar que não tem instrumentos para detectar os
problemas, mas por outro lado, de nada adianta identificá-los
se a resposta do Poder Público tarda”, criticou
o ministro.
O coordenador geral do Greennmeeting, Ademar Leal, defendeu
uma ação global que garanta a proteção
ao meio ambiente, mas que também busque soluções
de combate à desigualdade social e às injustiças.
O objetivo do evento é buscar soluções
para os problemas ambientais locais e globais, envolvendo no
debate instituições do Brasil e do exterior. O
Greenmeeting conta com o apoio das Nações Unidas,
da Organização dos Estados Americanos (OEA), de
vários ministérios e órgãos do governo
brasileiro.
Mudanças
Climáticas
Na primeira rodada
de debates, mediadas pelo Coordenador da Frente Ambientalista
da Câmara dos Deputados e líder do Partido Verde,
Sarney Filho, os embaixadores do México, Andrés
Valencia, e da Inglaterra, Petter Collecott, analisaram a questão
das mudanças climáticas.
O embaixador mexicano Andrés Valencia apresentou a proposta
de um Fundo Verde, um mecanismo de financiamento mundial contra
as mudanças climáticas, que teria cerca de US$
1 bilhão para o desenvolvimento e suporte a ações
de combate à liberação de gases do efeito
estufa. Segundo o embaixador, na atualidade, há uma diversidade
de fundos de alcance limitado e diferentes níveis de
governança, o que não permite um financiamento
adequado para o incentivo de práticas sustentáveis.
Já o embaixador britânico Peter Collecott, vencedor
do Prêmio Verde na categoria mudanças climáticas,
frisou que a conservação do meio ambiente não
impõe obstáculos ao crescimento econômico,
mas é uma oportunidade para o desenvolvimento de outros
setores sustentáveis. "A redução de
emissões de gases poluentes não acompanha a diminuição
da economia; os dois setores andam juntos", disse o embaixador,
ao lembrar que, na Inglaterra, as indústrias de energia
renovável geram mais emprego do que as de combustível
fóssil.
Sobre a criação de um Fundo Verde multilateral,
o deputado Sarney Filho defendeu que ele poderia se incorporar
ao Fundo da Amazônia. “É importante discutir
a participação internacional na resolução
do problema da Amazônia, um bioma que presta serviço
à humanidade e não só ao Brasil",
disse o deputado. Ele ressaltou o papel do Brasil na Agenda
Verde Mundial. “Hoje somos o 4° maior emissor de gases
do efeito estufa por causa do desmatamento na Amazônia,
mas ao mesmo tempo temos ali um estoque importantíssimo
para a humanidade de biodiversidade, de possibilidades de curas,
de possibilidades de vida”, ressaltou.
Ele também alertou para a importância da implementação
da Agenda Marrom, voltada para as áreas urbanas, já
que hoje, 90% da população do país vivem
em cidades, que enfrentam problemas sérios com o lixo,
com a poluição do ar, ocupação desordenada
do solo e poluição dos rios.
Prêmio Verde
Maristela Kubstichek destacou a importância do prêmio
que recebeu e defendeu a necessidade de “uma consciência
mundial sobre a defesa do meio ambiente”. Para ela, os
países não devem adotar o discurso de que o Brasil
estaria “destruindo o pulmão do mundo”, no
caso a Amazônia, porque no passado eles também
“eram pulmões do mundo mas destruíram suas
florestas”. Para ela, é fundamental conciliar o
desenvolvimento com a proteção ao meio ambiente
e por isso elogiou a realização do encontro que
reúne representantes de vários países para
a troca de experiências. Ela reforçou, ainda, que
a construção de Brasília, iniciativa do
seu pai, foi fundamental para a integração do
interior do Brasil que estava abandonado mesmo, reconhecendo
que há 50 anos a consciência ambiental ainda era
incipiente.
“Por outro lado, se Brasília não existisse,
talvez a gente não tivesse consciência do grande
valor que temos que é a floresta que se estende pela
Amazônia e que precisamos proteger”, afirmou.
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Embaixador chinês critica países
ricos no VIII Encontro Verde das Américas, o GREENMEETING
O ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andréas
Carlgren, fará palestra, às 10 horas,
sobre Sustentabilidade e Integração Sócio-Ambiental
na Suécia em relação aos desafios globais.
O evento está sendo realizado no auditório do
Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios.
À tarde será divulgada a Carta Verde das Américas
O Embaixador da China no Brasil, Chen Duqing criticou, hoje,
no VIII Encontro Verde das Américas- Greenmeeting os
países desenvolvidos ao falar sobre os esforços
do seu país para enfrentar os problemas ambientais. “Os
países em desenvolvimento e os mais pobres não
podem pagar a conta histórica que os países ricos
acumularam ao destruírem os recursos naturais”,
defendeu o embaixador. Para Chen Du Qing, as grandes potências
precisam cumprir estritamente o que está estabelecido
no Protocolo de Kyoto, atendendo às metas fixadas de
redução de emissões poluentes causadoras
do efeito estufa. Para ele “seria uma hipocrisia”
dos países ricos exigirem que os demais paguem a conta
da destruição enquanto se eles não cumprirem
as metas do Protocolo de Kyoto e não apoiarem mecanismos
que permitam a transferência de tecnologia. “Nossa
geração não pode ser egoísta consumindo
o que pertence às futuras gerações”,
defendeu.
O representante chinês foi um dos palestrantes desta quarta-feira,
que contou também com a participação do
embaixador do Quênia, Pius Barasa; da
Alemanha, Herman Sausen; do ministro Tatsuo
Arai, do Japão; da representante da Colômbia,
Marylu Nicholls e do coordenador do Sistema
de Gestão Ambiental da TV Globo, Jadiel Guerra.
Sobre a situação do meio ambiente em seu país,
o embaixador da China admitiu que os problemas ainda são
grandes, mas enfatizou os esforços que têm sido
feitos para reverter a situação, citando as iniciativas
adotadas para minimizar os problemas até a realização
das Olimpíadas de julho em Pequim. Além de investimentos
cada vez maiores em meio ambiente, ele citou medidas de educação
ambiental, como a proibição da distribuição
gratuita de sacos plásticos e a construção
de uma legislação que estabeleça o princípio
do poluidor/pagador. “Temos grandes desafios pela frente,
porque os recursos não são suficientes e a nossa
renda per capita ainda é muito baixa”, explicou
o embaixador, depois de ressaltar que em várias cidades
da China já se pode verificar os resultados positivos
da política de meio ambiente adotada pelo governo.
Ele destacou, ainda, o esforço do seu país para
instalar fontes de energia limpas, citando a construção
de uma hidrelétrica maior que a de Itaipu, na região
conhecida como Três Gargantas, mas reconheceu que o país
ainda utiliza grande quantidade de carvão para suprir
as necessidades. A China conta, hoje, com 11 usinas nucleares.
A representante do governo colombiano, Marilu Nicholls,
falou sobre o esforço de seu país para acabar
com o narcotráfico e o financiamento da guerrilha. Ela
destacou que as plantações de coca também
agridem o meio ambiente, destruindo parte da floresta amazônica.
Sobre o programa “Colômbia sem Coca”, Marilu
afirmou que cidades como a de Meddelin que há 10 anos
era citada como uma das mais violentas do mundo “hoje
está melhor que algumas cidades do Brasil”.
O ministro Tatsuo Arai, do Japão, anunciou
que o seu país, hoje, é o que mais investe em
pesquisa e para o desenvolvimento do setor energético.
O objetivo, segundo afirmou é desenvolver tecnologias
inovadoras para alcançar a meta estalabecida pelo Tratado
de Quioto. A meta do Japão a longo prazo é reduzir
de 60 as 80% as emissões de gases poluentes até
2050. Nos próximos 10 a 20 anos a meta é “segurar
o pico de emissão”. Ele citou a educação
ambiental como importante instrumento da política adotada
no Japão, enumerando uma série de iniciativas,
entre elas, a coleta seletiva do lixo.
O embaixador da Alemanha, Hermann Sausen, explicou
que os problemas de meio ambiente do seu país são
diferentes do Brasil. A Alemanha tem entre os principais desafios
encontrar mecanismos de energia limpos, situação
que o Brasil não enfrenta em função da
grande disponibilidade de recursos hídricos. “Temos
investido em políticas de preservação e
de segurança e procurado atuar junto à Comunidade
Européia. A Suécia tem sido um importante aliado
nas iniciativas voltadas para a proteção do clima”,
disse Herman.
Para o embaixador do Quênia, Pius Barasa Namachanja,
o principal desafio do seu país é reduzir a pobreza
e melhorar a situação de saúde da população.
“A presença de organismos da ONU em Nairobi tem
ajudado nesse sentido bem como na proteção ao
meio ambiente, com a criação de parques e proteção
à fauna”, afirmou o embaixador. O país já
elaborou sua Agenda 21 e tem procurado melhorar o gerenciamento
ambiental e a participação da sociedade civil
nos programas da área sócio-ambiental.
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David Zee alerta para o risco de “uma
bomba relógio” ambiental
No último dia do VIII Encontro Verde das Américas
- Greenmeeting, em Brasília, o professor da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, David Zee, alertou que o consumo
excessivo que coloca em risco a qualidade em vida da população
dos Estados Unidos exige também atenção
dos países do hemisfério sul para impedir que
“uma bomba relógio” seja acionada em todo
o continente diante das agressões ao meio ambiente e
do esgotamento dos recursos naturais. “Hoje os americanos
consomem dez vezes mais do que os demais países em desenvolvimento.
A bomba relógio no hemisfério Norte é o
consumo e nós estamos indo para esse caminho se não
passarmos a adotar práticas sustentáveis”,
afirmou o pesquisador. Para ele, um dos fatores de risco no
hemisfério Sul é o aumento da população,
que deve ser controlado.
“Ocorre que este controle atinge mais as classes média
e alta, mas por outro lado, as comunidades de baixa renda ainda
continuam com índices maiores e enfrentam problemas nas
áreas de educação, moradia e saúde,
dificultando o preparo da futura sociedade”, afirmou o
professor.
Poluição
Para David Zee os grandes vilões do meio ambiente são
o CO2 produzido pelo combustível fóssil e o aumento
de população. “A formação
do planeta terra demorou mais de 2 bilhões e meio de
anos e o homem tem presença recente no planeta. Este
homem hoje faz o processo inverso da criação do
planeta. Ele destrói em pouco tempo tudo o que foi criado
em milhões de anos”, lembrou o pesquisador.
Entre os projetos que vem desenvolvendo no Rio de Janeiro,
David Zee citou ações para enfrentar os problemas
da água. “Estamos buscando, inclusive, o aproveitamento
de água de chuva. As cidades impermeabilizam todo o solo
urbano com o asfalto, os prédios e isso altera o ciclo
hidrológico da região, ou seja, nós não
recarregamos o nosso lençol freático. A água
é rapidamente perdida e depois nós temos carência
de água. No Rio de Janeiro, muitos condomínios
tiveram que fazer estações de tratamento de esgoto
que agora estão sendo desativados e eu estimulo à
sua transformação em estação de
tratamento de água”, explicou.
“O Brasil conta com muita terra, então por que
não planejar melhor as nossas cidades? Para onde nós
devemos crescer e para onde podemos crescer?”, questionou
o pesquisador. Ele chamou a atenção, ainda, para
as mudanças climáticas, citando a presença
de grandes ventanias devido à diferença de temperatura,
de chuvas torrenciais por causa de maior evaporação
e secas prolongadas, ressacas no mar devido ao aumento dos ventos.
“As ressacas ficam mais violentas e vão distribuir
essa energia onde? Na primeira região costeira que encontrar.
Por isso nós temos problemas seríssimos na costa
brasileira ao longo de 8 mil quilômetros e um calor intenso”,
afirmou David Zee.
Aqüífero Guarani
O professor, Luiz Amore- Secretário -Geral do Sistema
Aqüífero Guarani da OEA- falou sobre o Aquífero
Guarani, um dos maiores reservatórios da águas
subterrâneas do mundo, grande parte dele no Brasil e o
restante na Argentina, Paraguai e Uruguai. O projeto integrado
por representantes desses países iniciou o trabalho há
cinco anos. “Antes, o sistema em cada estado não
estava bem definido. Agora já temos as unidades bastante
definidas, inclusive as próprias formações
geológicas no Brasil e nos demais países. Um geólogo
uruguaio unificou essa nomenclatura como sendo o Aqüífero
Guarani”, explicou.
“Antes, as águas subterrâneas tinham um
lugar absolutamente marginal nas agendas políticas e
completa ausência na agenda pública. Exatamente
pela invisibilidade e pelo desconhecimento, existiam muitos
mitos e muitos temores com relação às águas
subterrâneas. Agora já temos o conhecimento do
aqüífero e hoje já existe um conselho superior
na gestão do projeto que foi materialização
por acordos entre os países para proteção,
para a gestão sustentável desse importante recursos
natural”, concluiu o pesquisador.
Em defesa do Cerrado
O risco de destruição total das vegetações
do Bioma Cerrado foi o recado passado durante o encontro pelo
presidente do Instituto Brasilia Ambiental - IBRAM, Gustavo
Souto Mayor. Ele chamou a atenção para a necessidade
de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional-
PEC que reconhece o bioma como Patrimônio Nacional na
Constituição. “Infelizmente, o Cerrado continua
sendo visto como um bioma de segunda classe, embora seja de
grande importância e o mais ameaçado no Brasil
hoje em dia. A velocidade de degradação do Cerrado
é impressionante e por isso é considerado um dos
25 lugares mais ameaçados do nosso planeta do ponto de
vista ambiental”, explicou Souto Mayor”.
“Há estudos demonstrando que se continuarmos sem
juízo em relação ao Cerrado nos próximos
40 anos as crianças que nasceram agora não conhecerão
um metro quadrado dessa vegetação, ou seja, nós
temos que tomar muito cuidado, temos que ter pé no chão
e muita seriedade para enfrentarmos esta questão e recuperar
o que já foi destruído”, afirmou. O presidente
do IBRAM lembrou que naquele dia 11/09 se comemorava o dia do
Cerrado e conclamou a todos a fazerem uma reflexão sobre
a questão.
Souto Mayor alertou, ainda, para a desertificação
intensa no Cerrado. Estudos mostram que o processo de desertificação
do Bioma pode hoje já ter atingido cerca de 15% de sua
extensão. “Isso é muito grave, porque o
desenvolvimento econômico do Cerrado é muito recente.
Se em pouco espaço de tempo nós já estamos
produzindo um processo de desertificação tão
intenso e que não está estancado, obviamente a
situação vai tornar-se ainda mais grave nos próximos
anos”, afirmou .
VIII Encontro Verde das Américas - 61 99789815 (eliana)
Patrocinadores: Eletrobras, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa
e os Correios.
NOTA do GREENMEETING sobre as Ações
dos Extremistas das FARC na Amazônia Colombiana.
O Greenmeeting Executive
Fórum, que visa propor soluções para os
problemas sócio ambientais, econômicos e humanitários
das Américas e dos demais continentes, manifesta em NOTA,
chamando a atenção da comunidade internacional
para a necessidade de ações objetivas e concretas,
que visem por fim às ações das Farc, que
transformam parte da maior floresta tropical do mundo em cativeiro
de inocentes, em favor da contravenção e contra
a ordem internacional.
A Floresta Amazônica
precisa ser vista como um grande patrimônio da vida no
planeta, que precisa ser preservada e não transformada
na floresta do medo. Assim, a sociedade internacional precisa
si definir se somos espectadores ou parte de uma tragédia
previamente anunciada.
Ou tomamos uma atitude
à altura da necessidade dos fatos ou seremos omissos,
ao permitirmos que a floresta Amazônica seja usada por
contraventores da ordem e do Estado de Direito no continente.
Neste sentido solicitamos que:
1 – A Política
de Relações Exteriores do Governo brasileiro mostre
eficiência na gestão deste conflito, por ser o
maior país da América do Sul. É necessário
manifestar empenho para não ser ignorado nas decisões
do hemisfério.
2 – O Presidente
Álvaro Uribe deve ampliar de imediato as suas ações
de concessões, para deixar claro a sua participação
no processo para retirar da floresta Amazônica, os reféns
de um seqüestro interminável.
3 - A morte de reféns
de fundamentalistas na floresta Amazônica deve e precisa
ser considerada uma agressão à sociedade e aos
organismos internacionais.
Portanto, neste momento,
“o que mais dói não é o grito dos
brutos, mas o silêncio e a omissão dos justos”.
As Farc precisa entender
que o tempo passa, uma nova era começa e que a floresta
Amazônica não pode mais ser cativeiro dos filhos
das Américas. Pois há os mais diversos campos
da diplomacia e do diálogo para a solução
de conflitos. E o aceno para tal já foi dado.
As Farc está
tendo mais uma chance de resolver este impasse ideológico
na Colômbia. Pois o tempo passa e a libertação
da Ex-Senadora Franco Colombiana, entre outros reféns,
será o pilar desta história. De humano ou desumano,
de herói ou bandidos.
Com os nossos melhores
cumprimentos,
Ademar
Leal Soares
Coordenador Geral do Greenmeeting Executive Fórum