Dom Erwin Kräutler, Presidente do CIMI, receberá o Prêmio Verde das Américas 2008, na Categoria Direitos Humanos.

Aconteceu na capital federal de Brasília nos dias 09, 10 e 11 de setembro de 2008, o VIII Encontro Verde das Américas, o “GREENMEETING”, um importante Fórum que visa propor soluções sustentáveis para as principais questões sócio-ambientais do Brasil, das Américas e dos demais continentes, que entre outros acontecimentos se deu à entrega do Prêmio Verde das Américas 2008.

 

.Portanto, o homenageado com o Prêmio Verde das Américas 2008, na categoria Direitos Humanos, por indicações de diversas autoridades e segmentos das comunidades indígenas, Dom Erwin Kräutler, Presidente do CIMI, não pôde estar presente para recebê-lo.

NESTE SENTIDO, no ano em que completa 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Greenmeeting Executive Forum, o Memorial dos Povos Indígenas, a Frente Parlamentar Ambientalista e demais instituições que compõem o Greenmeeting, sentem-se honrados em convidar e divulgar a solenidade de entrega do Prêmio Verde das Américas 2008, na categoria Direitos Humanos, a Dom Erwin Kräutler, a realizar-se no dia 27/11/2008, quinta-feira as 09:30 horas, juntamente com as presenças de diversas autoridades.

O local será no Memorial dos Povos Indígenas no Eixo Monumental, Praça do Buriti, ao lado do Memorial JK, em Brasília DF.

Dom Erwin Kräutler, nasceu na Áustria. Realizou seus estudos de filosofia e Teologia em Salzburg. Veio para o Brasil e em 1978 recebeu a cidadania brasileira. Foi sagrado bispo prelado do Xingu em 1981. Atuou com a irmã Dorothy Stang e prossegue no mesmo trabalho em defesa dos direitos das comunidades camponesas e indígenas, além da preservação ambiental na região amazônica.

“O Prêmio Verde das Américas tem o objetivo de homenagear personalidades e instituições que têm, ao longo dos anos, contribuído para o desenvolvimento, melhor qualidade de vida e a preservação ambiental do planeta. Apenas uma personalidade ou instituição em cada categoria, recebe o Prêmio”.

Obs. Solicitamos confirmar a presença, via E-mail.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Ademar Leal

Coordenador Geral do Greenmeeting Executive Forum

Site: www.greenmeeting.org - E-mail: secretaria@greenmeeting.org

 

Ingrid Betancourt é homenageada no
VIII Encontro Verde das Américas


A ex-senadora colombiana, Ingrid Betancourt, recentemente libertada por guerrilheiros das FARC, na Colômbia foi homenageada hoje com o Prêmio Verde das Américas, conferido pelo VIII Encontro Verde das Américas - Greenmeeting-, junto com a Maristela Kubstichek, filha do ex-presidente Juscelino Kubstichek e outros nomes ligados ao meio ambiente e aos direitos humanos. Ingrid receberá o troféu pessoalmente quando estiver no Brasil no fim deste ano. Ao receber o prêmio, Maristela defendeu a necessidade de uma ação mundial pelo meio ambiente e afirmou que os países que adotam o discurso de que o Brasil estaria “destruindo o pulmão do mundo”, no caso a Amazônia, no passado “ também foram pulmões do mundo, mas destruíram as suas florestas”.


Na abertura do evento, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que a proposta de emenda à Constituição que inclui as áreas de Cerrado entre os patrimônios naturais do Brasil (PEC 524/02) e o programa de revitalização do Rio São Francisco (PEC 542/02) estão entre as prioridades de votação da Câmara até o fim do ano. Chinaglia afirmou que as PECs são as duas principais propostas relacionadas ao meio ambiente que estão em discussão na Casa. Segundo ele, essas propostas fazem parte de uma lista de matérias que serão discutidas com o Colégio de Líderes."Não são as únicas propostas sobre esse tema, mas são dois exemplos relevantes que estão prontos para votação", disse o presidente da Câmara.


No encontro que está sendo realizado no Museu Nacional da República, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamim, especialista em meio ambiente, defendeu a legislação ambiental aplicada no país, mas criticou o atraso em sua implementação e a morosidade da Justiça.


“Não pode mais o órgão público argumentar que não tem instrumentos para detectar os problemas, mas por outro lado, de nada adianta identificá-los se a resposta do Poder Público tarda”, criticou o ministro.
O coordenador geral do Greennmeeting, Ademar Leal, defendeu uma ação global que garanta a proteção ao meio ambiente, mas que também busque soluções de combate à desigualdade social e às injustiças. O objetivo do evento é buscar soluções para os problemas ambientais locais e globais, envolvendo no debate instituições do Brasil e do exterior. O Greenmeeting conta com o apoio das Nações Unidas, da Organização dos Estados Americanos (OEA), de vários ministérios e órgãos do governo brasileiro.

Mudanças Climáticas

Na primeira rodada de debates, mediadas pelo Coordenador da Frente Ambientalista da Câmara dos Deputados e líder do Partido Verde, Sarney Filho, os embaixadores do México, Andrés Valencia, e da Inglaterra, Petter Collecott, analisaram a questão das mudanças climáticas.
O embaixador mexicano Andrés Valencia apresentou a proposta de um Fundo Verde, um mecanismo de financiamento mundial contra as mudanças climáticas, que teria cerca de US$ 1 bilhão para o desenvolvimento e suporte a ações de combate à liberação de gases do efeito estufa. Segundo o embaixador, na atualidade, há uma diversidade de fundos de alcance limitado e diferentes níveis de governança, o que não permite um financiamento adequado para o incentivo de práticas sustentáveis.


Já o embaixador britânico Peter Collecott, vencedor do Prêmio Verde na categoria mudanças climáticas, frisou que a conservação do meio ambiente não impõe obstáculos ao crescimento econômico, mas é uma oportunidade para o desenvolvimento de outros setores sustentáveis. "A redução de emissões de gases poluentes não acompanha a diminuição da economia; os dois setores andam juntos", disse o embaixador, ao lembrar que, na Inglaterra, as indústrias de energia renovável geram mais emprego do que as de combustível fóssil.


Sobre a criação de um Fundo Verde multilateral, o deputado Sarney Filho defendeu que ele poderia se incorporar ao Fundo da Amazônia. “É importante discutir a participação internacional na resolução do problema da Amazônia, um bioma que presta serviço à humanidade e não só ao Brasil", disse o deputado. Ele ressaltou o papel do Brasil na Agenda Verde Mundial. “Hoje somos o 4° maior emissor de gases do efeito estufa por causa do desmatamento na Amazônia, mas ao mesmo tempo temos ali um estoque importantíssimo para a humanidade de biodiversidade, de possibilidades de curas, de possibilidades de vida”, ressaltou.
Ele também alertou para a importância da implementação da Agenda Marrom, voltada para as áreas urbanas, já que hoje, 90% da população do país vivem em cidades, que enfrentam problemas sérios com o lixo, com a poluição do ar, ocupação desordenada do solo e poluição dos rios.

Prêmio Verde

Maristela Kubstichek destacou a importância do prêmio que recebeu e defendeu a necessidade de “uma consciência mundial sobre a defesa do meio ambiente”. Para ela, os países não devem adotar o discurso de que o Brasil estaria “destruindo o pulmão do mundo”, no caso a Amazônia, porque no passado eles também “eram pulmões do mundo mas destruíram suas florestas”. Para ela, é fundamental conciliar o desenvolvimento com a proteção ao meio ambiente e por isso elogiou a realização do encontro que reúne representantes de vários países para a troca de experiências. Ela reforçou, ainda, que a construção de Brasília, iniciativa do seu pai, foi fundamental para a integração do interior do Brasil que estava abandonado mesmo, reconhecendo que há 50 anos a consciência ambiental ainda era incipiente.
“Por outro lado, se Brasília não existisse, talvez a gente não tivesse consciência do grande valor que temos que é a floresta que se estende pela Amazônia e que precisamos proteger”, afirmou.

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Embaixador chinês critica países ricos no VIII Encontro Verde das Américas, o GREENMEETING

O ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andréas Carlgren, fará palestra, às 10 horas, sobre Sustentabilidade e Integração Sócio-Ambiental na Suécia em relação aos desafios globais. O evento está sendo realizado no auditório do Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios. À tarde será divulgada a Carta Verde das Américas
O Embaixador da China no Brasil, Chen Duqing criticou, hoje, no VIII Encontro Verde das Américas- Greenmeeting os países desenvolvidos ao falar sobre os esforços do seu país para enfrentar os problemas ambientais. “Os países em desenvolvimento e os mais pobres não podem pagar a conta histórica que os países ricos acumularam ao destruírem os recursos naturais”, defendeu o embaixador. Para Chen Du Qing, as grandes potências precisam cumprir estritamente o que está estabelecido no Protocolo de Kyoto, atendendo às metas fixadas de redução de emissões poluentes causadoras do efeito estufa. Para ele “seria uma hipocrisia” dos países ricos exigirem que os demais paguem a conta da destruição enquanto se eles não cumprirem as metas do Protocolo de Kyoto e não apoiarem mecanismos que permitam a transferência de tecnologia. “Nossa geração não pode ser egoísta consumindo o que pertence às futuras gerações”, defendeu.


O representante chinês foi um dos palestrantes desta quarta-feira, que contou também com a participação do embaixador do Quênia, Pius Barasa; da Alemanha, Herman Sausen; do ministro Tatsuo Arai, do Japão; da representante da Colômbia, Marylu Nicholls e do coordenador do Sistema de Gestão Ambiental da TV Globo, Jadiel Guerra.


Sobre a situação do meio ambiente em seu país, o embaixador da China admitiu que os problemas ainda são grandes, mas enfatizou os esforços que têm sido feitos para reverter a situação, citando as iniciativas adotadas para minimizar os problemas até a realização das Olimpíadas de julho em Pequim. Além de investimentos cada vez maiores em meio ambiente, ele citou medidas de educação ambiental, como a proibição da distribuição gratuita de sacos plásticos e a construção de uma legislação que estabeleça o princípio do poluidor/pagador. “Temos grandes desafios pela frente, porque os recursos não são suficientes e a nossa renda per capita ainda é muito baixa”, explicou o embaixador, depois de ressaltar que em várias cidades da China já se pode verificar os resultados positivos da política de meio ambiente adotada pelo governo.


Ele destacou, ainda, o esforço do seu país para instalar fontes de energia limpas, citando a construção de uma hidrelétrica maior que a de Itaipu, na região conhecida como Três Gargantas, mas reconheceu que o país ainda utiliza grande quantidade de carvão para suprir as necessidades. A China conta, hoje, com 11 usinas nucleares.


A representante do governo colombiano, Marilu Nicholls, falou sobre o esforço de seu país para acabar com o narcotráfico e o financiamento da guerrilha. Ela destacou que as plantações de coca também agridem o meio ambiente, destruindo parte da floresta amazônica. Sobre o programa “Colômbia sem Coca”, Marilu afirmou que cidades como a de Meddelin que há 10 anos era citada como uma das mais violentas do mundo “hoje está melhor que algumas cidades do Brasil”.


O ministro Tatsuo Arai, do Japão, anunciou que o seu país, hoje, é o que mais investe em pesquisa e para o desenvolvimento do setor energético. O objetivo, segundo afirmou é desenvolver tecnologias inovadoras para alcançar a meta estalabecida pelo Tratado de Quioto. A meta do Japão a longo prazo é reduzir de 60 as 80% as emissões de gases poluentes até 2050. Nos próximos 10 a 20 anos a meta é “segurar o pico de emissão”. Ele citou a educação ambiental como importante instrumento da política adotada no Japão, enumerando uma série de iniciativas, entre elas, a coleta seletiva do lixo.


O embaixador da Alemanha, Hermann Sausen, explicou que os problemas de meio ambiente do seu país são diferentes do Brasil. A Alemanha tem entre os principais desafios encontrar mecanismos de energia limpos, situação que o Brasil não enfrenta em função da grande disponibilidade de recursos hídricos. “Temos investido em políticas de preservação e de segurança e procurado atuar junto à Comunidade Européia. A Suécia tem sido um importante aliado nas iniciativas voltadas para a proteção do clima”, disse Herman.


Para o embaixador do Quênia, Pius Barasa Namachanja, o principal desafio do seu país é reduzir a pobreza e melhorar a situação de saúde da população. “A presença de organismos da ONU em Nairobi tem ajudado nesse sentido bem como na proteção ao meio ambiente, com a criação de parques e proteção à fauna”, afirmou o embaixador. O país já elaborou sua Agenda 21 e tem procurado melhorar o gerenciamento ambiental e a participação da sociedade civil nos programas da área sócio-ambiental.


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David Zee alerta para o risco de “uma bomba relógio” ambiental

No último dia do VIII Encontro Verde das Américas - Greenmeeting, em Brasília, o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, David Zee, alertou que o consumo excessivo que coloca em risco a qualidade em vida da população dos Estados Unidos exige também atenção dos países do hemisfério sul para impedir que “uma bomba relógio” seja acionada em todo o continente diante das agressões ao meio ambiente e do esgotamento dos recursos naturais. “Hoje os americanos consomem dez vezes mais do que os demais países em desenvolvimento. A bomba relógio no hemisfério Norte é o consumo e nós estamos indo para esse caminho se não passarmos a adotar práticas sustentáveis”, afirmou o pesquisador. Para ele, um dos fatores de risco no hemisfério Sul é o aumento da população, que deve ser controlado.
“Ocorre que este controle atinge mais as classes média e alta, mas por outro lado, as comunidades de baixa renda ainda continuam com índices maiores e enfrentam problemas nas áreas de educação, moradia e saúde, dificultando o preparo da futura sociedade”, afirmou o professor.

Poluição

Para David Zee os grandes vilões do meio ambiente são o CO2 produzido pelo combustível fóssil e o aumento de população. “A formação do planeta terra demorou mais de 2 bilhões e meio de anos e o homem tem presença recente no planeta. Este homem hoje faz o processo inverso da criação do planeta. Ele destrói em pouco tempo tudo o que foi criado em milhões de anos”, lembrou o pesquisador.

Entre os projetos que vem desenvolvendo no Rio de Janeiro, David Zee citou ações para enfrentar os problemas da água. “Estamos buscando, inclusive, o aproveitamento de água de chuva. As cidades impermeabilizam todo o solo urbano com o asfalto, os prédios e isso altera o ciclo hidrológico da região, ou seja, nós não recarregamos o nosso lençol freático. A água é rapidamente perdida e depois nós temos carência de água. No Rio de Janeiro, muitos condomínios tiveram que fazer estações de tratamento de esgoto que agora estão sendo desativados e eu estimulo à sua transformação em estação de tratamento de água”, explicou.

“O Brasil conta com muita terra, então por que não planejar melhor as nossas cidades? Para onde nós devemos crescer e para onde podemos crescer?”, questionou o pesquisador. Ele chamou a atenção, ainda, para as mudanças climáticas, citando a presença de grandes ventanias devido à diferença de temperatura, de chuvas torrenciais por causa de maior evaporação e secas prolongadas, ressacas no mar devido ao aumento dos ventos. “As ressacas ficam mais violentas e vão distribuir essa energia onde? Na primeira região costeira que encontrar. Por isso nós temos problemas seríssimos na costa brasileira ao longo de 8 mil quilômetros e um calor intenso”, afirmou David Zee.

Aqüífero Guarani

O professor, Luiz Amore- Secretário -Geral do Sistema Aqüífero Guarani da OEA- falou sobre o Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios da águas subterrâneas do mundo, grande parte dele no Brasil e o restante na Argentina, Paraguai e Uruguai. O projeto integrado por representantes desses países iniciou o trabalho há cinco anos. “Antes, o sistema em cada estado não estava bem definido. Agora já temos as unidades bastante definidas, inclusive as próprias formações geológicas no Brasil e nos demais países. Um geólogo uruguaio unificou essa nomenclatura como sendo o Aqüífero Guarani”, explicou.

“Antes, as águas subterrâneas tinham um lugar absolutamente marginal nas agendas políticas e completa ausência na agenda pública. Exatamente pela invisibilidade e pelo desconhecimento, existiam muitos mitos e muitos temores com relação às águas subterrâneas. Agora já temos o conhecimento do aqüífero e hoje já existe um conselho superior na gestão do projeto que foi materialização por acordos entre os países para proteção, para a gestão sustentável desse importante recursos natural”, concluiu o pesquisador.

Em defesa do Cerrado

O risco de destruição total das vegetações do Bioma Cerrado foi o recado passado durante o encontro pelo presidente do Instituto Brasilia Ambiental - IBRAM, Gustavo Souto Mayor. Ele chamou a atenção para a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional- PEC que reconhece o bioma como Patrimônio Nacional na Constituição. “Infelizmente, o Cerrado continua sendo visto como um bioma de segunda classe, embora seja de grande importância e o mais ameaçado no Brasil hoje em dia. A velocidade de degradação do Cerrado é impressionante e por isso é considerado um dos 25 lugares mais ameaçados do nosso planeta do ponto de vista ambiental”, explicou Souto Mayor”.

“Há estudos demonstrando que se continuarmos sem juízo em relação ao Cerrado nos próximos 40 anos as crianças que nasceram agora não conhecerão um metro quadrado dessa vegetação, ou seja, nós temos que tomar muito cuidado, temos que ter pé no chão e muita seriedade para enfrentarmos esta questão e recuperar o que já foi destruído”, afirmou. O presidente do IBRAM lembrou que naquele dia 11/09 se comemorava o dia do Cerrado e conclamou a todos a fazerem uma reflexão sobre a questão.

Souto Mayor alertou, ainda, para a desertificação intensa no Cerrado. Estudos mostram que o processo de desertificação do Bioma pode hoje já ter atingido cerca de 15% de sua extensão. “Isso é muito grave, porque o desenvolvimento econômico do Cerrado é muito recente. Se em pouco espaço de tempo nós já estamos produzindo um processo de desertificação tão intenso e que não está estancado, obviamente a situação vai tornar-se ainda mais grave nos próximos anos”, afirmou .

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NOTA do GREENMEETING sobre as Ações
dos Extremistas das FARC na Amazônia Colombiana.

O Greenmeeting Executive Fórum, que visa propor soluções para os problemas sócio ambientais, econômicos e humanitários das Américas e dos demais continentes, manifesta em NOTA, chamando a atenção da comunidade internacional para a necessidade de ações objetivas e concretas, que visem por fim às ações das Farc, que transformam parte da maior floresta tropical do mundo em cativeiro de inocentes, em favor da contravenção e contra a ordem internacional.

A Floresta Amazônica precisa ser vista como um grande patrimônio da vida no planeta, que precisa ser preservada e não transformada na floresta do medo. Assim, a sociedade internacional precisa si definir se somos espectadores ou parte de uma tragédia previamente anunciada.

Ou tomamos uma atitude à altura da necessidade dos fatos ou seremos omissos, ao permitirmos que a floresta Amazônica seja usada por contraventores da ordem e do Estado de Direito no continente. Neste sentido solicitamos que:

1 – A Política de Relações Exteriores do Governo brasileiro mostre eficiência na gestão deste conflito, por ser o maior país da América do Sul. É necessário manifestar empenho para não ser ignorado nas decisões do hemisfério.

2 – O Presidente Álvaro Uribe deve ampliar de imediato as suas ações de concessões, para deixar claro a sua participação no processo para retirar da floresta Amazônica, os reféns de um seqüestro interminável.

3 - A morte de reféns de fundamentalistas na floresta Amazônica deve e precisa ser considerada uma agressão à sociedade e aos organismos internacionais.

Portanto, neste momento, “o que mais dói não é o grito dos brutos, mas o silêncio e a omissão dos justos”.

As Farc precisa entender que o tempo passa, uma nova era começa e que a floresta Amazônica não pode mais ser cativeiro dos filhos das Américas. Pois há os mais diversos campos da diplomacia e do diálogo para a solução de conflitos. E o aceno para tal já foi dado.

As Farc está tendo mais uma chance de resolver este impasse ideológico na Colômbia. Pois o tempo passa e a libertação da Ex-Senadora Franco Colombiana, entre outros reféns, será o pilar desta história. De humano ou desumano, de herói ou bandidos.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Ademar Leal Soares
Coordenador Geral do Greenmeeting Executive Fórum